Copagril
Editorial

Primeiros passos

 

É impossível mensurar quantas boas ideias ao redor do planeta ficaram só no papel. Difícil saber o quanto a humanidade perdeu ao não acreditar naquele projeto que parecia maluco, naquele conceito que ficou só na conversa. É incalculável o número de pessoas que poderiam ter seu destino mudado para melhor se aquela iniciativa fosse adiante, se aquele esboço tivesse virado algo concreto. Mas não bastam boas ideias. Para ser um empreendedor de sucesso é imperativo dar os primeiros passos. Melhor, se você tiver alguém para guia-los.

Três projetos de novas empresas de Marechal Cândido Rondon acabam de ser selecionados para a próxima fase de incubação do Parque Tecnológico da Itaipu (PTI). Essas empresas estão sendo gestadas com apoio imprescindível da incubadora presente no município, amparadas em profissionais capacitados para não só dar suporte às boas ideias, mas apontar os nortes, captar recursos para investir nelas e dar aquele empurrãozinho generoso aos novos empresários. É como se fosse um pré-natal para garantir a saúde do bebê. As boas ideias têm tudo para se tornar bons negócios.

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A incubação de empresas ainda é tímida no Oeste do Paraná e no Brasil de uma maneira geral, mas muitos bons exemplos garantem que apostar nas pessoas – e nos jovens, mais especificamente – é um bom negócio. Esse modelo de atividade, replicado ao redor do mundo, certamente poderia atingir mais pessoas, mais negócios na região. Faltam incubadoras, a bem da verdade, e investimentos mais robustos. Isso ajudaria a diminuir o imenso número de empresas que abrem e fecham as portas em poucos meses, causando prejuízos e frustrando prováveis bons empreendedores.

Muitas vezes o sujeito tem uma boa ideia, mas não tem traquejo nenhum com a burocracia, não sabe para quem vai vender seu produto ou serviço, tem inclusive falsas ilusões ao não lapidar a ideia original. Sem apoio, as chances de fracasso são relativamente altas, mesmo sendo uma boa ideia, tendo bom mercado. De outra forma, transformar a pedra bruta em uma empresa pronta para iniciar as atividades no mercado, inovadora, de maneira assertiva, é chance clara de prosperidade e longevidade no ramo dos negócios.

Ser empresário hoje em dia no Brasil não é nada fácil, a começar pela dificuldade de abrir e consolidar uma ideia, uma empresa. Os esforços para mantê-la funcionando são enormes, a burocracia atrapalha, a carga de tributos, taxas, contribuições disso e daquilo abreviam as margens de lucro, as oscilações de mercado exigem desprendimento ininterrupto, as inovações precisam ser constantes. As dificuldades aparecem de todos os lados, por isso a importância de uma ideia sair do papel já bastante madura, com objetivos claros e sabedora de sua clara posição no mercado.

É importante que cada vez mais pessoas acessem as incubadoras de empresas. Mais que certificar que uma empresa terá grandes chances de sucesso, mais que apoiar um empreendedor, elas ajudam a determinar o sucesso das comunidades onde todos vivem. Bom para quem investe, bom para o consumidor, bom para todos.

 

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