Copagril
Arno Kunzler

Qual ideologia?

Os brasileiros estão acostumados a ver seus líderes mudar de partido, alegando que há mais afinidade com a ideologia deste ou daquele partido.

São verdadeiros argumentos falsos, quando simplesmente não há nenhuma preocupação com “ideologia” nos partidos políticos.

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Os interesses imediatistas e as artimanhas na condução dos partidos afugentam jovens lideranças desde sempre.

Não há espaço para disputar espaço. Só para negociar.

Um jovem líder não consegue ingressar em um partido, disputando espaço, oferecendo uma nova alternativa aos líderes de plantão que comandam as agremiações.

Os partidos se fecharam e a maioria nem deixa eleger diretórios municipais pelo simples fato de que as comissões provisórias são do interesse específico do deputado que comanda aquela região.

Assim, um político novo, que se identifica com uma determinada “ideologia” e deseja entrar no partido, terá que rezar a cartilha do seu líder, ou não conseguirá sequer vaga para ser candidato.

E a força dos “caciques” vai aumentar muito com o dinheiro para financiamento das campanhas eleitorais, aprovado pelo egrégio Congresso Nacional.

Se a legislação partidária já não beneficia processos de renovação interna dos partidos, agora com o dinheiro sendo administrado pelos próprios caciques, a renovação vai ser ainda mais difícil.

Teremos dinastias partidárias, onde o pai deixa o espaço para o filho, para o neto e assim por diante.

A bem da verdade elas já existem, mas a chance disso se tornar regra é muito maior agora.

Os partidos serão propriedade de seus líderes, com imenso poder de manipulação de pessoas.

Quem está no comando de um partido terá infinitas facilidades, tanto para arranjar recursos como arregimentar lideranças em torno de suas campanhas.

Assim conseguem se perpetuar no poder por ainda mais tempo do que hoje.

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