Brincando na Praça 2019
Isai Marcelo Hort

Quando estiver de mimimi com a vida…

Visite um hospital do câncer. Ao ver os primeiros pacientes, logo recebemos um banho sobre nossa vaidade. Inúmeras reclamações desaparecem instantaneamente.

Guerreiros que enfrentam um câncer são professores na escola da vida. Não quero diminuir os problemas de ninguém, apenas deixá-los em seu devido tamanho. Usamos uma lupa para olhamos os nossos problemas, e somos míopes ao ver os problemas dos outros.
Converse com alguém que luta contra um câncer no estômago; ele lhe dirá quão preciosa é uma simples refeição. Se achamos que ir ao banheiro é algo normal, eles vão ensinar que isso é um sinal de vida nos rins e no sistema digestivo. Eles sabem o valor que tem a família e uma amizade sincera.
Cientes da fragilidade da vida, eles refletem profundamente sobre a “vida depois”. Coisa que não fazemos quando estamos saudáveis, comendo banquetes com os amigos. 
Como será, se um Criador supremo me esperar do outro lado? 
No leito do hospital, dificilmente exista um orgulho ligado a bens adquiridos ou a viagens feitas ao exterior. A preocupação agora é com a principal viagem da vida, a morte.

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Os momentos próximos da partida levam pessoas a um estado emocional que eu gosto de chamar de “humildade da última hora”. Esta “humildade da última hora” traz para muitos o reconhecimento de que não somos fortes, nem bons o suficiente, e precisamos do perdão oferecido na cruz. 
Talvez as igrejas não sejam os maiores lugares de salvação, mas, sim, os leitos de hospitais. Inúmeras pessoas que rejeitaram a Deus por toda a vida humildemente mudam de postura nestes momentos.
Quando tiver uma oportunidade faça uma visita, ela faz bem para quem recebe e para quem faz.
Se o coração não estiver petrificado pelo materialismo, é provável que reclame menos, valorize mais as pessoas e busque verdadeiramente a presença de Deus.

“Quem só pensa em se divertir é tolo; quem é sábio pensa também na morte”. Eclesiastes 7:4

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