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Editorial

Quando o campo entra em campo

A colheita do milho safrinha deve levar mais alguns dias na região Oeste do Paraná. Dos campos situados nos municípios, saem infindáveis toneladas do cereal, que depois vão abastecer o mercado. O milho vira ração animal, vira chicletes, vira azeite, vira edulcorante. O milho vira pamonha, flocos e farinha. Nessa superssafra, já chama atenção pela alta produtividade e pela falta de espaço para sua estocagem. A colheita avança também nos principais Estados produtores, que também esperam, assim como os oestinos, uma excelente safra. Em Mato Grosso, tem muito milho sendo colocado a céu aberto por conta da falta de espaço que o Brasil tem de armazenamento.

A superssafra brasileira, acompanhada de recordes também nos Estados Unidos e Argentina, abasteceu o mercado de tal maneira que os preços despencaram. A saca que chegou a ser comercializada a R$ 40 no ano passado ontem (10) valia R$ 18,50 em Marechal Cândido Rondon. Se o produtor colher menos de 250 sacas por alqueire, vai ter prejuízo. A “sorte” é que o volume – ainda – está compensando os baixos preços oferecidos ao produtor. Tem produtor beirando os 350 sacos por alqueire na região.

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A qualidade do grão está excelente. O tempo deve colaborar para o avanço da colheita e o preço deve ter alguma leve alta até o fim do ano. As chuvas de junho atrapalharam um pouco, mas não comprometem a robustez do desempenho. Ou seja: tudo está a favor do agricultor.

Mas não é só o milho que vem apresentando bom desempenho no setor agropecuário. A produção de suínos, aves, leite e peixes tem crescido sistematicamente ao longo dos anos na região, em arranjos produtivos cada vez mais organizados, eficientes e lucrativos. Genética, nutrição, biossegurança, bem-estar animal, entre outras frentes, embalam os setores agrícola e pecuário da região, que se converte em mais lucros para o homem do campo, manutenção do produtor na zona rural, mais dinheiro para as prefeituras e para comerciantes e prestadores de serviços.

Das propriedades rurais do Oeste do Paraná, não saem apenas alimentos. Saem riquezas que ajudam a moldar os municípios em bases econômicas sólidas. Toda essa riqueza, que tem sido decisiva para o país degustar superávit na balança comercial, movimenta as cidades, reduz a crise econômica do país que na cara de pau o presidente Michel Temer diz não existir.

O agronegócio tem dado um banho de competência nos últimos anos. O homem do campo tem contribuído para alimentar as pessoas, mas também sido decisivo na área econômica, demonstrando que índices de desenvolvimento humano são maiores em cidades profundamente ligadas ao meio rural. Aliando dom, competência e as novas ferramentas de gestão das propriedades rurais, se tornou um verdadeiro empresário do campo.

Logo os campos descobertos vão receber as próximas sementes, de soja, que vão germinar para mais uma atuação de sucesso, renovando a vida e a economia nas cidades. Nesse ciclo virtuoso de produção e renda, o sucesso passa por várias frentes, incluindo vários profissionais de várias áreas, mas tem dois culpados centrais: o homem e a mulher do campo.

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