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Editorial

Que coisa feia!

A política no Brasil nunca esteve tão à flor da pele. No entanto, grande parte da massa, que antes não estava nem aí para o que acontecia no poder, para as decisões que interferem a vida do brasileiro, hoje está carregada de discursos unilaterais, desrespeitosos, mentirosos e cheios de preconceito – como se algum lado tivesse a razão ou fosse o dono dela. Nas redes sociais, tem gente perdendo amizade, causando mal-estar no emprego, gente que não tolera as ideologias contrárias, gente que não olha para nada além de seu próprio umbigo.

Definir-se por ter uma posição partidária é algo novo no Brasil, especialmente para a grande massa. O número expressivo de denúncias e escândalos que é admitido o brasileiro nos últimos anos causou esse frenesi delirante em busca de uma opinião, mesmo que ela não seja embasada em princípios básicos. Trata-se de levantar uma bandeira, seja ela de qual for, e atacar aqueles que sustentam as cores diferentes da sua. Ou seja: o brasileiro ainda não aprendeu a lidar direito com esse “troço” de apoiar este ou aquele candidato, essa ou aquela sigla.

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Mesmo condenado reiteradamente, o expresidente Lula continua sua caravana pelo Brasil. Aqui pelo Sul, tem enfrentado uma onda de protestos, de pessoas contra a aparição do petista nas cidades de Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nas redes sociais, o embate é caloroso, incluindo pessoas do governo que estão incitando violência e ódio entre o povo brasileiro. Parem e pensem!

Se Lula é bandido ou não, o último recurso dirá. Fato é que, se sua condenação for confirmada, ele vai pagar pelos crimes que cometeu, de acordo com as punições impostas pelo mais alto comando da Justiça brasileira. O que não pode é querer fazer justiça com as próprias mãos. Não pode também é jogar ovos e pedras na tal da caravana. São atitudes criminosas.

Valem protestos, sim, mas que sejam feitos de maneira organizada, sem riscos à integridade das pessoas contrárias a suas ideologias. Educação e respeito é bom em todo lugar, para tudo e para todos. Não é a pedradas e pontapés que se conquista algo nobre, pelo contrário.

Nunca a Justiça brasileira trabalhou tanto para colocar os bandidos do colarinho branco atrás das grades. E tem acontecido. Volta e meia, um engravatado deixa sua fortuna para viver nos celeiros da Polí- cia Federal. Assim, o povo vai conquistando.

O Brasil está rachado ao meio e não há dúvidas disso. Essa divisão, que por vezes e por muitas vezes pode ser benéfica, no entanto, tem que ser saudável. Seu opositor político não é seu inimigo. É tão e somente alguém que pensa diferente de você. Nesse caso, o melhor a fazer é sentar e conversar, amadurecer essa democracia frágil com que o brasileiro é tão pouco familiarizado no mundo da política.

O problema é que com grosseria, pedradas e insultos não há conversa que chegue a lugar algum. Enquanto essa febre louca não passar, vai ser difícil observar cenas de maturidade em solo brasileiro. Lamentável, mas é a cruel realidade.

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