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Editorial

Radicalismos à parte, ainda há bons exemplos

Em um período conturbado e que cada vez mais constatamos por meio de redes sociais o radicalismo em suas mais amplas frentes, em especial na política, com declarações objetivando dividir a população ao proferir palavras como “nós” e “eles”, é oportuno e válido quando observamos que existem pessoas que estão indo na contramão deste discurso infeliz.

Quando as cores partidárias são deixadas de lado e se pensa no bem comum e coletivo, todos têm a ganhar. Daí a dificuldade em entender por que fanáticos não conseguem enxergar desta forma.

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Embora o presidente Jair Bolsonaro costuma dar declarações desnecessárias e polêmicas, quando deveria focar no que realmente é importante e governar, as pessoas seriam mais sensatas se torcessem para que ele faça uma boa gestão. Por quê? Porque dependemos disso para que o Brasil possa se desenvolver e crescer.

É ignorância defender o “quanto pior, melhor”. Neste caminho só há perdedores. Como um empresário pode torcer para que o governo vá mal se ele depende de uma economia estável e sólida para prosperar? Como um empregado pode torcer para que o governo vá mal se seu sustento corre risco a depender do momento econômico?

E no meio deste turbilhão de ataques radicais e do “nós contra eles”, felizmente existem bons exemplos que surgem.

Este é o caso do governador Ratinho Junior, que abriu um canal de diálogo importante e que só tem a contribuir com o desenvolvimento do Paraná. Pela primeira vez, os três senadores do Estado trabalham unidos. E essa sintonia está tão grande que o trio, inclusive, está atualmente no mesmo partido.

Isso foi crucial para a aprovação célere no Senado de um empréstimo que o governo estadual quer contratar junto ao BID para investir milhões de dólares em infraestrutura nas cidades paranaenses. Quem ganha? Todos.

O governador também mantém uma proximidade com os deputados federais para que haja uma discussão conjunta sobre os investimentos e, desta forma, os parlamentares têm conhecimento dos projetos e para quais áreas é importante destinar os recursos da bancada ao Paraná.

Na Assembleia Legislativa não é diferente. Tanto que de forma muito rápida o governo viu o projeto da nova Previdência estadual ser aprovado.

Outro bom exemplo a ser citado é do reitor eleito da Unioeste, professor Alexandre Webber. Ele é outro defensor da união e de que a briga entre os campi, especialmente de Marechal Cândido Rondon e Cascavel, é coisa do passado e que surgiu em gestões anteriores. Ou seja, os atuais dirigentes nada têm a ver com essas picuinhas.

Webber quer comandar a instituição para todos. Se o discurso partir para a prática, como tende a acontecer se levarmos em consideração como ele dirigiu o campus cascavelense da Unioeste por dois mandatos, quem ganha é a universidade como um todo.

Portanto, apesar de estarmos em um período muito delicado e de radicalismos por toda a parte, felizmente ainda encontramos bons exemplos e que nos deixam esperançosos de que o Brasil tem jeito.

Ano que vem teremos eleição nos municípios e é importante que o eleitor não deixe de observar como se comporta seu político e futuro candidato. Ele é de radicalismos ou aberto ao diálogo? Pensa no bem comum ou no individualismo?

O cenário só muda se começarmos por nós mesmos ao elegermos pessoas mais sensatas e que acreditam que política se faz acima de cores partidárias; que, passada a eleição, política não deve beneficiar apenas lado A ou B; que o político, independente de ser da direita ou esquerda, deve trabalhar para todos.

E como diz o próprio slogan do atual presidente: Brasil acima de tudo.

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