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Ratinho Junior apresenta a investidores programas e conquistas do Paraná em 2019

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O governador Ratinho Junior apresentou a investidores reunidos pelo Credit Suisse os principais programas e as conquistas econômicas alcançadas pelo Paraná em 2019. Ratinho Junior participou do painel “Os Desafios dos Estados Brasileiros” na 2020 Latin America Investment Conference, em São Paulo, e detalhou indicadores da recuperação econômica do Paraná, como o crescimento do PIB, geração de empregos (4º estado do país, melhor resultado dos últimos seis anos), a evolução da produção industrial (5,4%, maior do Brasil) e do comércio varejista (3,21%), o saldo de 111 mil novas empresas e a prospecção de mais de R$ 20 bilhões em investimentos privados.

Casa do Eletricista – RETOMA

 

(Fotos: Divulgação)

 

Evento exclusivo

Em paralelo, Ratinho Junior apresentou as reformas administrativas, a política de austeridade com as contas públicas e o olhar para a inovação, voltado, principalmente, para a geração de emprego e para a prestação qualificada das políticas públicas nas áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança. “Foi um evento muito importante para o Estado porque apresentamos nosso potencial. E apenas o Paraná e São Paulo foram convidados, devido ao bom desempenho de suas economias em 2019, em especial na indústria, comércio e turismo, além da geração de emprego”, afirmou Ratinho Junior.

 

Farmacêutica

A paranaense Vuelo Pharma, de produtos para cicatrização da pele, quer fazer de 2020 um ano de expansão internacional e se juntou ao mexicano Sérgio Zarate Gallardo. “O México é um dos nossos países-alvo. Já temos uma sede em Guadalajara, uma equipe de vendas e a distribuição de produtos neste mercado. Além disso, em breve vamos expandir as atividades com a intensificação dos negócios nos EUA e países da América Latina”, diz o paranaense Thiago Moreschi. Além destes mercados, a Vuelo pretende fornecer seus produtos também para a União Europeia.

 

Novas tecnologias

A Embrapa apresentará em torno de 50 inovações e lançar cinco novas tecnologias para atender as demandas do agronegócio brasileiro no Show Rural. Serão lançadas duas cultivares de soja, uma cultivar de feijão do grupo Calima, uma cultivar de mandioca para a indústria e o mapa de aptidão de terras para o cultivo do eucalipto nos municípios da Bacia do Paraná e em Palotina. As soluções tecnológicas trazem incrementos para as áreas de produção animal, genética, sistemas de produção sustentáveis de grãos, sistemas florestais, entre outros.

 

 

Novas empresas

O Paraná encerrou 2019 com saldo de 111.616 novas empresas, de acordo com dados da Junta Comercial. Foram 182.437 aberturas, crescimento de 5% em relação a 2018, e 70.821 baixas. Os dados somam todas as modalidades: sociedades empresárias limitadas, anônimas e cooperativas, empresas individuais, microempresas individuais e Eirelis (empresas individuais de responsabilidade limitada). Os meses que mais registraram aberturas foram julho, agosto e setembro – em julho, inclusive, houve crescimento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, com 19.120 novas empresas. A média paranaense em 2019 foi de cerca de 15 mil aberturas por mês.

 

Liderança no biogás

O Paraná lidera a produção de biogás no Sul do País. O GEF Biogás Brasil apontou que o Estado gerou 16,4 milhões de Normal por metro cúbico (Nm³/ano) da energia limpa, superando Santa Catarina (12,8 milhões Nm³/ano) e Rio Grande do Sul (3,3 milhões Nm³/ano). O resultado foi puxado especialmente pela região oeste, reflexo da maior produção de proteínas originadas de suínos e frangos do Estado. De acordo com o estudo, 70% da região é apta para receber um arranjo de produção de biogás, obtido a partir dos dejetos da suinocultura ou avicultura. O porcentual do oeste é semelhante ao de todo o Paraná, que tem 69,91% do seu território considerados propícios para a exploração do gás.

 

Mudanças na Renault

O Grupo Renault anunciou, após reunião do conselho administrativo, que o italiano Luca de Meo será o novo CEO e presidente da Renault a partir de 1º de julho de 2020. O italiano foi presidente da espanhola Seat entre novembro de 2015 e janeiro de 2020. Antes disso, trabalhou em marcas como Lancia, Fiat, Alfa Romeo e Abarth. De Meo substituirá a francesa Clotilde Delbos, que ocupa interinamente o cargo de diretora-executiva desde outubro, quando Thierry Bolloré foi demitido. Bolloré estava na função desde a saída do brasileiro Carlos Ghosn em janeiro de 2019.

 

Menos investimentos

O volume de investimentos feitos pelas estatais federais em 2019 encolheu 31,3%, para R$ 58,3 bilhões, frente ao ano anterior. O valor corresponde a 45,7% de todo o orçamento para investimentos reservado pelo governo para essas companhias. Os dados constam de portaria do Ministério da Economia publicada na edição desta terça feira (28) do Diário Oficial da União. Em 2018, as 85 empresas públicas avaliadas pelo governo haviam investido R$ 84,8 bilhões, ou seja 64,5% de todo o orçamento total de R$ 131,4 bilhões dotado para o investimento dessas estatais naquele ano. Dentre as estatais, 78 são do setor produtivo e sete, do segmento financeiro. Há 39 somente do setor de energia, sendo 13 da área de petróleo.

 

Dívida pública em alta

A dívida pública federal, que inclui endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, teve aumento de 9,5% em 2019, para R$ 4,248 trilhões, de acordo com dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta terça-feira (28). Trata-se do maior patamar da série histórica, que teve início em 2004. No fim de 2017 e de 2018, a dívida estava em R$ 3,559 trilhões e em R$ 3,877 trilhões, respectivamente. Segundo os dados do Tesouro, nos últimos dez anos, a dívida pública mais que dobrou: em 2009, o estoque da dívida estava em R$ 1,497 trilhão e, no fim do ano passado, somou R$ 4,248 trilhões.

 

Mais fertilizantes

As importações de fertilizantes atingiram 31 milhões de toneladas no ano passado, uma evolução de 5% em relação ao ano anterior. Já os custos dessas importações subiram em ritmo menor. De cordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), somaram US$ 9 bilhões – 3% mais. A evolução percentual menor dos gastos brasileiros com as compras externas, em relação ao volume, se deve à queda dos preços dos fertilizantes no mercado internacional. Os principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil no ano passado foram Rússia, Canadá, China e Marrocos.

 

Menos porcos
A produção mundial de carne suína deve ter mais um ano consecutivo de declínio devido a surtos de peste suína africana na Ásia, África e Europa. A queda é estimada em 9% por especialistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No entanto, as perspectivas estão revendo a produção chinesa de suínos em 4%, uma vez que os produtores estão interessados em maximizar seus lucros abatendo animais com um peso maior. A redução do estoque de suínos chinês registrado no ano passado (-41%) terá influência sobre o nível de produção para 2020, que deverá cair 23% em relação a 2019.

 

Aumento no Brasil

Nas Filipinas, a produção de carne suína deve cair 10% em relação aos números do ano passado, já que o país foi atingido por vários surtos desde setembro. Por outro lado, o Brasil (+5%), EUA (+4%), a União Europeia (+1%) e o Canadá devem apresentar crescimento da produção, já que são os principais fornecedores no mercado chinês de carne suína. As importações chinesas de carne de porco devem atingir 3,7 milhões de toneladas, 42% a mais que em 2019.

 

Da Redação ADI-PR Curitiba

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br

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