Elio Migliorança

REAÇÃO À INSENSATEZ

Mesmo que esta seja uma voz isolada de alguém que se recusa a aceitar uma ação insensata e uma afronta ao bom senso como algo normal,  manifesto repúdio aos fatos da semana que passou. O magistério tem agora um representante na Assembleia Legislativa. O professor José Lemos, que foi presidente da APP/Sindicato, agora é deputado estadual e, ao participar de um dos primeiros atos públicos, envergonhou a classe do magistério. É aquele momento de bobeira em que você perde a oportunidade de ficar quieto, atitude com a qual ganharia muito mais. Conheço-o pessoalmente  e não consigo entender as razões que o levaram a tal desatino. Refiro-me à sua participação e discurso no recente episódio em que participou da manifestação do MST na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, em apoio ao movimento dos “campesinos paraguaios”, que defendem a expulsão dos brasiguaios e a revisão do Tratado de Itaipu em favor do Paraguai. Uma posição inaceitável de parte de um deputado brasileiro. Defender que nossos irmãos brasileiros que se estabeleceram legalmente naquele país, trabalharam, construíram um patrimônio à custa de muito sacrifício, sejam expulsos do país com perda de suas propriedades. Inaceitável a posição do deputado e inaceitável a omissão de nossas autoridades em permitir a bandalheira promovida pelo MST, que deixou de ser um movimento social para se transformar numa quadrilha que espalha o medo e desrespeita a lei e a ordem sob o olhar complacente das autoridades, cujo dever é manter a ordem.
Aliás este MST, que, segundo o site “Contas Abertas”, recebeu desde 2002 a espantosa importância de R$ 151,8 milhões repassados por diversos órgãos do governo através de convênios, a entidades dirigidas por pessoas ligadas ao movimento. Recebem dos brasileiros e lutam contra os brasileiros. A revisão do Tratado de Itaipu, um tratado legal e legítimo, provocará um aumento no preço da energia elétrica que todos nós pagaremos. Não é justo. Estamos pagando a dívida contraída para a construção da usina, na qual o Paraguai entrou apenas com o barranco do lado de lá. Afinal, revisar o quê? Colega deputado, assessore-se melhor para não entrar em outra gelada destas, caso contrário seu futuro político será breve.
Outro grave problema é a situação do Instituto Médico Legal de Toledo, que atende toda a região Oeste. Caótica é a palavra exata para definir seu funcionamento. Muitos pouco se importam com isso, outros não se importarão nada com isso, até o dia em que um familiar ou amigo vier a falecer de forma acidental e o corpo tiver que passar pelo IML antes da liberação para o funeral. Aí o falecido terá que entrar na fila para ser necropsiado e depois liberado. E começará um grande stress porque a demora provocará mais dor e frustração de amigos e familiares. E aí você tem que ouvir o conselho grosseiro do governador para que as pessoas procurem não morrer e assim não precisar do serviço. Uma ofensa à comunidade do Oeste do Paraná. Nem Odorico Paraguaçu teria conseguido fazer melhor.

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