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Rede de esgoto pode servir como caminho para fibra ótica que suporte o sistema 5G

Sistema compartilhado

Os fios expostos de telefonia, internet e de TV a cabo podem estar com os dias contados pelo menos no Paraná. Os 36.754 quilômetros da rede de esgoto da Sanepar em todo o Estado poderão ser utilizados também como caminho para uma rede de fibra ótica robusta a ponto de suportar o novo sistema 5G. A Sanepar vem promovendo há cerca de três meses uma série de estudos que podem indicar a viabilidade desse sistema de uso compartilhado. A lei sancionada pelo governador Ratinho Junior, que dá novas atribuições à Sanepar, permite essa operação. O uso compartilhado da rede de esgoto com fibras ópticas já foi adotado em vários países, mas no Brasil ainda requer regulamentação por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Agência Nacional de Água (ANA).

 

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Líder em empregos

O Paraná foi o estado brasileiro que mais gerou empregos entre os pequenos negócios do Brasil em 2020, segundo um estudo do Sebrae Nacional a partir de dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), do Ministério da Economia. O saldo foi de 38.272 novas vagas, 72,6% do total de 52.670 empregos gerados no ano passado. A diferença foi de quase 3 mil vagas a mais em relação ao segundo colocado, Minas Gerais, com 35.885, e de mais 10 mil na comparação com Santa Catarina (27.122) em números absolutos. O resultado positivo veio mesmo com a diminuição no número de vagas no mês de dezembro, que totalizou saldo negativo de 3.437 postos de trabalho.

 

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho brasileiro iniciou 2021 perdendo ritmo, de acordo com os dados do Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) divulgados na última sexta-feira, 5, pela Fundação Getulio Vargas. O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 2,2 pontos em janeiro e foi a 83,5 pontos, depois de fechar 2020 com ganhos. “A queda do IAEmp em janeiro sugere uma perda de ritmo da recuperação do mercado de trabalho. Nos últimos meses o indicador vinha oscilando, mas ainda em patamar abaixo do que era observado no período anterior à pandemia”, disse Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre, em nota. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), por sua vez, recuou 3,8 pontos, para 98,8 pontos. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

 

Comércio e os portos

As exportações pelos portos do Paraná em 2020 superaram as importações em 60,65%. O saldo positivo na balança comercial foi de US$ 6,52 bilhões. A receita gerada pelos produtos embarcados pelos terminais paranaenses somou US $17,27 bilhões. Em mercadorias que chegaram ao país por Paranaguá e Antonina, foram US $10,75 bilhões. Mais de 90% das exportações foram de produtos do agronegócio. A movimentação geral dos portos do Paraná em 2020 foi de 57,34 milhões de toneladas – 8% a mais que em 2019, com 53,2 milhões. Nessa nova marca histórica, as exportações somaram 36,33 milhões de toneladas, ou seja, 63,36% do total. Já as importações, representaram 36,64% da movimentação total, somando 21 milhões de toneladas.

 

Confiança do industrial

Com uma leve oscilação nos últimos três meses, a confiança do industrial paranaense continua em alta, mesmo diante das incertezas na economia. Em janeiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) chegou a 65,1 pontos, na área de otimismo, que é acima dos 50 pontos. O valor ficou abaixo do registrado em dezembro (67,6) e em janeiro de 2020 (68,9), mas acima da média de todo o ano passado, que foi de 57,4. Os dados fazem parte da pesquisa mensal divulgada pela Confederação Nacional da Indústria. O ICEI de janeiro, em 65,1 pontos, é formado pelo o indicador de condições, que avalia os negócios e a economia nos últimos seis meses, e pelo de expectativas, mesma avaliação para o futuro. O primeiro ficou em 60,7 pontos e o segundo chegou a 67,3. O resultado aponta que ambos estão melhores do que a média registrada no primeiro semestre de 2020.

 

Exportações de algodão

O Comitê Internacional do Algodão (Icac) projetou a produção mundial para 2020/21 em 24 milhões de toneladas, queda de 8% frente a temporada anterior. Os números fazem parte do relatório de fevereiro da entidade. Os Estados Unidos, o Paquistão, os países do oeste de África, o Brasil, a Turquia e o Uzbequistão devem reduzir a produção em 2020/21. As exportações brasileiras de algodão devem crescer 17% na temporada 2020/21, enquanto as norte-americanas devem subir 45% no período. Os estoques globais finais na temporada 2020/21 foram estimados em 21,1 milhões de toneladas, devendo aliviar a pressão sobre os preços mundiais.

 

Produção de carros

Mesmo com problemas de falta de peças e o fechamento de fábricas da Ford, a indústria automobilística produziu em janeiro quase 200 mil veículos, volume 4,2% superior ao de igual mês do ano passado, quando ainda não tinha pandemia no País. Na comparação com dezembro, contudo, houve queda de 4,6%. As fabricantes, em especial as de caminhões, contrataram 2,2 mil funcionários, a maioria por prazo determinado, de seis meses a um ano. Segundo o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, há aumento de demanda e fila de espera para alguns veículos, mas o setor ainda tem dúvidas se o crescimento será mantido ao longo dos próximos meses em razão da conjuntura econômica e de impactos do covid-19.

 

Aumento nas exportações

Outro dado positivo da indústria automobilística são as exportações, que aumentaram 22% ante janeiro de 2020, embora tenham caído 35% em relação a dezembro, e somaram 25 mil unidades. Já as vendas somaram 171 mil veículos, o que significa encolhimento de quase 12% confrontado com um ano atrás e de quase 30% frente a dezembro. “É uma queda importante e nos deixa preocupados em razão da pandemia, da falta de abono emergencial, do acompanhamento do déficit fiscal, do possível aumento dos juros e do fornecimento de peças”, afirma Moraes. Os estoques nas fábricas e revendas aumentaram pouco, de 96,8 mil para 100,8 mil unidades, ou o equivalente a 18 dias de vendas, um a mais do que no mês passado.

 

Alta na mineração

O faturamento do setor mineral no Brasil registrou crescimento em meio à pandemia de covid-19. O resultado de 2020 foi 36% superior ao de 2019, alcançando a cifra de R$209 bilhões. O dado consta em balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que reúne as maiores mineradoras que atuam no país. O desempenho positivo foi alavancado pelo quarto trimestre do ano passado. Nos últimos três meses do ano, o faturamento foi de R$83 bilhões, 63,6% a mais do que no trimestre anterior. As maiores variações foram registradas com minério de ferro e ouro. A produção de minério de ferro gerou no ano passado faturamento de R$138,7 bilhões, 39% superior a 2019. Já a alta do ouro foi de 76%, fechando 2020 com R$23,2 bilhões. Apesar do alto faturamento do setor, a produção mineral comercializada de 2020 foi próxima a do ano anterior. Em 2019, foram negociados 985 milhões de toneladas. Já no ano passado, foram 1,009 bilhão de toneladas.

 

China x Holanda

A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) anunciou que está suspendendo a aceitação de declaração de importação de uma empresa holandesa que fornece produtos suínos. O órgão estatal chinês não deu detalhes sobre o cancelamento. Segundo o comunicado, a suspensão começou a valer desde a última quarta-feira, 3. Os motivos para o cancelamento não foram revelados. A China suspendeu, nos últimos meses, a importação de carne de frigoríficos de vários países. O motivo alegado extraoficialmente pelo governo chinês para essas suspensões é a necessidade de aumentar o controle sanitário por causa do covid-19. Em resposta a esse movimento, algumas empresas começaram a interromper, de forma voluntária e antecipada, as vendas para a China.

 

Produtos industrializados

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou na última quinta-feira, 4, um levantamento segundo o qual os produtos industrializados representaram 43% das exportações brasileiras em 2020. Segundo a CNI, o resultado é o pior em 44 anos. Em 1977, os produtos industrializados representaram 41% das exportações. Ao todo, conforme a entidade, a exportação de produtos industrializados somou US$ 90,1 bilhões em 2020, menor valor desde 2009, quando as vendas somaram US$ 87,8 bilhões. No levantamento, a CNI considera como industrializados os produtos manufaturados e semimanufaturados. O levantamento divulgado pela CNI nesta quinta-feira também afirma que a participação de produtos básicos nas exportações brasileiras subiu de 53% em 2019 para 57% em 2020. Em valores, passou de U$$ 119,0 bilhões para US$ 119,7 bilhões.

 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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