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Editorial

Reeducando

A região de Marechal cândido Rondon pode se sentir uma privilegiada na educação em relação a outras partes do Brasil. Os índices de presença na escola, instrução e aprendizado podem ser considerados bons, sempre com base na média geral brasileira. De acordo com levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no ano passado os municípios da região, de modo geral, diminuíram pela metade o abandono aos estudos no Ensino Médio se comparado a 2015. Com ações pró-ativas em busca dos indivíduos, professores e equipes técnicas conseguiram resgatar muitos estudantes que estavam prestes a abandonar os bancos escolares. É vitória sem preço para a educação pública nesses municípios.

Os dados divulgados0 pelo Inep, entretanto, ligam um sinal de alerta para a rede educacional de Toledo, Marechal Rondon e microrregião. Em praticamente todos os municípios, os índices de reprovação quase ou mais que dobraram. Em Entre Rios do Oeste, a repetência chegou a 23%. É quase um aluno a cada grupo de quatro repetindo de ano. É muita coisa.

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Neste ano, cientes desse número que atordoou estudantes, pais, alunos e comunidades, as escolas e os profissionais ligados à educação redobram suas atenções para o aprendizado do aluno, que teria deixado de lado os estudos muito por conta da “facilidade” em ser aprovado. Sem temer a penalidade máxima, fazem estudos com desleixo, deixam de cumprir deveres e não se envolvem inteiramente nas atividades pedagógicas. Passavam por conselho de classe, etc. e tal.
Parece que no ano passado os professores arroxaram o modus operandi dentro da sala de aula. Sem nota, não passa. Mais do que justo, afinal, educar por apenas educar não é o suficiente. É preciso ensinar, tornar o aluno questionador, atencioso e curioso. Para isso, só uma educação onde a média sete não é somente um número, mas sim uma barreira a ser transposta. Quem não a alcançar, tente de novo no próximo ano.

Há também a necessidade de analisar o interesse do aluno pela escola. No mundo moderno, onde smartphones se fazem quase que como uma extensão do próprio corpo, o trabalho na escola ganha muitos desafios. Tornar a aula atraente para esse novo público não é tarefa fácil. A competição entre papel, lápis e quadro negro contra WhatsApp é quase desleal, desfavorável – quase – sempre aos estudos.
Importante é o aluno perceber que educação é coisa séria. Quem alisa a cabeça não prepara para o futuro. Quem não responde pelos seus atos na escola, certamente também será um adulto que não o fará. Mais que aprender Geografia, Português e Matemática, o jovem estudante precisa aprender valores e reconhecer suas potencialidades e limitações.

Diminuir o número de alunos repetentes é tarefa que precisa ser feita a várias mãos. Tornar a educação um assunto sério é o primeiro desafio. O aluno não pode perceber uma escola frágil, assim como a escola não pode banalizar as aprovações. Fato é que para diminuir esses números, o todo precisa não só fazer a lição de casa, mas estar sempre acima da média.

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