Copagril – Sou agro com orgulho
Arno Kunzler

Retrocesso ou avanço?

A implantação do voto impresso, com a urna eletrônica, é um avanço ou um retrocesso?

A questão do voto impresso diminui a possibilidade de fraudes ou não muda nada?

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O voto impresso é uma questão de honra para o presidente Bolsonaro ou uma questão importante para o eleitor brasileiro que está inconformado com o sistema atual?

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A implantação do voto impresso custa mesmo R$ 2,5 bilhões?

Com o voto impresso estamos livres da ação de eventuais hackers?

Se não há nenhuma comprovação de fraude, como parece de fato não haver, o que justifica mudar o sistema?

São questões que precisam ser esclarecidas e debatidas, não sob o calor dos protestos estimulados pelo presidente Bolsonaro, mas à luz da realidade e da sensatez de quem tem o conhecimento, sabe falar, argumentar e, principalmente, ouvir.

Não se chega a lugar nenhum sem diálogo consciente e argumentos plausíveis que justificam qualquer ação de um governo.

O sopro de autoritarismo vindo do Planalto, anunciando que ou teremos voto impresso ou não haverá eleições, não combina com um regime democrático e que tem suas instituições próprias para decidir esses assuntos.

Não podemos ver o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou o Supremo Tribunal Federal (STF) como instituições contrárias ao voto impresso sob a alegação de que querem manipular seu resultado.

Também não parece inteligente achar que uma eventual derrota do presidente Bolsonaro ficará unicamente por conta e a cargo das urnas eletrônicas.

A eventual reeleição de Bolsonaro vai depender muito mais das ações do governo, da sua postura diante dos graves problemas que enfrentamos e do convencimento de que está fazendo as coisas certas.

O eleitor vai votar com urna eletrônica ou voto impresso no candidato que representa as melhores expectativas, não há dúvida disso.

Um eventual fracasso eleitoral do atual governo não se deve às pessoas que o questionam, mas especialmente ao comportamento do próprio presidente, que definitivamente não colabora consigo mesmo.

E alguém que se manifesta contrário a esse comportamento não é automaticamente um eleitor do Lula, como se tenta sempre emplacar os que votaram no Bolsonaro e hoje questionam suas ações.

Se o governo está sofrendo desgaste é por causa da inflação que está corroendo os salários, da alta dos alimentos, da falta de reformas, da falta de um discurso de união nacional e, especialmente, das posições equivocadas em relação à pandemia, acusando sempre STF, governadores e prefeitos pelos problemas, ao invés de promover a união de todos.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

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