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Rio Grande do Sul enfrenta a pior seca dos últimos sete anos

Seca no RS
O Rio Grande do Sul enfrenta a pior seca dos últimos sete anos. As produções de milho, fumo e uvas foram as mais afetadas e as chuvas irregulares não foram suficientes para o enchimento dos grãos. Outra produção afetada é o arroz. O setor já prevê queda na produtividade por causa do atraso no plantio e da falta de chuva. As perdas ainda estão sendo calculadas, mas muitas lavouras não têm mais como se recuperar.

Reflexos na carne
O clima seco atípico deve aumentar as importações de milho do país e afetar a indústria de carne. No mês passado, a organização INTL FCStone havia projetado que a produção de milho primeira safra no Rio Grande do Sul somaria seis milhões de toneladas. Agora, a empresa estima 4,8 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume representaria queda de 17% em relação à temporada anterior, o que pode vir a ser um problema para o setor de carnes brasileiro diante dos baixos estoques de grãos para ração. A região Sul responde por mais da metade da produção de carne de frango e suína do país.

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Carne paraguaia
O Paraguai encerrou 2019 com faturamento de US$ 1,023 bilhão na exportação de carne bovina, queda de 5,9% em relação ao ano anterior. Este é o segundo ano consecutivo com uma queda na produção de carne bovina no Paraguai, segundo dados do Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal (Senacsa). Isso é resultado da queda nos volumes exportados e no valor da carne bovina paraguaia no mercado internacional.

Queda
Em 2019, 247.168 toneladas foram exportadas (US$ 4.138,5 por tonelada). Enquanto em 2018, 257.415 toneladas no valor de US$ 1,087 bilhão (US$ 4.217,2) foram enviadas aos mercados. Na última década, o faturamento mais relevante foi alcançado em 2014, com uma receita total de US$ 1,245 bilhão, depois de exportar 268.940 toneladas (US$ 4.629), o maior recorde do setor no país vizinho.

Leite das Crianças
Além de complementar a alimentação de 118 mil crianças que recebem gratuitamente um litro de leite enriquecido por dia em todo o Paraná, o programa Leite das Crianças é um dos grandes responsáveis por fomentar a pecuária leiteira no Estado. Hoje, são 5,1 mil produtores beneficiados por meio da participação de 40 usinas. Em média, mais de metade da produção mensal delas é destinada ao programa. O Paraná passou de terceiro para segundo maior produtor de leite do Brasil, de acordo com dados divulgados em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, referentes a 2018, quando foram produzidos 4,4 bilhões de litros.

Colheita da soja
A colheita da soja na safra 2019/2020 atingiu 0,4% da área cultivada no Brasil, segundo a consultoria Safras & Mercado. Os trabalhos estão atrasados, já que no mesmo período do ano passado a retirada dos grãos estava em 2,1%. Na média dos últimos cinco anos, a colheita estava em 0,7%. A empresa afirma que essa área já colhida está restrita a Mato Grosso, onde as máquinas passaram por 1,5% da área. No Paraná, áreas pontuais de soja começaram a ser colhidas no Sudoeste e no Oeste do Estado, mas ainda não chegam a representar percentual. Devido ao atraso na semeadura, a colheita paranaense só deve ganhar mais ritmo em fevereiro.

Paraná é destaque
A expectativa da Safras & Mercado é que a safra de soja atinja 123,9 milhões de toneladas, contra 122,2 milhões de toneladas projetadas em dezembro. Houve aumento nas produtividades esperadas na maioria dos estados, com destaque para Paraná e Goiás. No Rio Grande do Sul e no Matopiba, região que compreende parte do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, em contrapartida, foram feitos cortes devido ao tempo quente e seco de dezembro.

Vendas externas
As vendas externas do agronegócio somaram US$ 96,8 bilhões no ano passado, representando 43,2% do total exportado pelo Brasil, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em 2018, a participação do agronegócio nas exportações totais do país era 42,3%. Os destaques foram milho, carnes e algodão, que lideraram as exportações agrícolas. O milho registrou volume recorde de exportação, com 43,25 milhões de toneladas. O recorde anterior foi registrado em 2017, com 29,25 milhões de toneladas do cereal exportadas.

Porcos na China
A oferta de suínos vem aumentando na China, segundo dados do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. Em dezembro, o número de animais prontos para abate foi 14,1% maior que o volume de novembro, enquanto o volume de matrizes reprodutoras aumentou 2,2% na mesma comparação, na terceira alta consecutiva. Os dados foram apresentados pelo vice-ministro da Agricultura do país, Yu Kangzhen, em coletiva de imprensa na última sexta-feira (10). Conforme o governo chinês, os dados apontam para uma reversão na tendência de declínio contínuo, observada de agosto a novembro do ano passado. Em 2019, a China perdeu cerca de 40% de seu plantel suíno em virtude da contaminação pela peste suína africana.

(Foto: Divulgação)

Alternativas
O déficit na oferta de carne suína levou ao redirecionamento do consumo para outras proteínas, como mostram dados compilados pelo governo chinês. De acordo com estimativas preliminares, a produção de carne de aves aumentou mais de 15%, enquanto a produção de carne bovina e ovina aumentou cerca de 3%. O volume produzido de ovos e de leite subiu 5,7%, acima do nível médio nos últimos cinco anos.

Retração no açúcar
Depois de duas temporadas consecutivas de superávit mundial de açúcar, a safra 2019/20 pode registrar déficit. As esperadas quedas de produção na Índia e Tailândia devem pressionar a produção mundial de açúcar. A estimativa da Organização Internacional de Açúcar é de déficit de 6,11 milhões de toneladas, número que ainda pode ser ampliado, caso as colheitas em importantes produtores asiáticos (China, Índia e Tailândia) forem inferiores às expectativas. No Centro-Sul do Brasil a previsão é de ligeiro aumento na produção de cana-de-açúcar na temporada 2020/2021, o que se deve, dentre outros fatores, à maior taxa de renovação dos canaviais, que chegou a 16,2%, segundo levantamento do Instituto Agronômico de Campinas.

Perspectivas do café
A próxima temporada brasileira 2020/2021 poderá ser volumosa, segundo a opinião de agentes de mercado consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, devendo somar pouco mais de 60 milhões de sacas. Ainda assim, a produção poderá ser inferior à safra 2018/19, que foi recorde (quase 62 milhões de sacas). Esse cenário atrelado ao maior volume de grão comercializado no encerramento de 2019 pode sustentar os valores do café nos primeiros meses de 2020. A possível diminuição na produção se deve ao clima desfavorável até meados de outubro de 2019, quando altas temperaturas e baixos índices pluviométricos resultaram em perdas de flores nas lavouras de arábica e de robusta.

Preços do café
As expectativas de menor produção para a próxima temporada e os baixos estoques de passagem da safra 2019/20 devem permitir preços mais remuneradores aos produtores, pelo menos no início de 2020.  Pesquisadores do Cepea lembram que os preços mais elevados no final de 2019 estimularam as negociações envolvendo o arábica das safras 2019/2020, 2020/2021 e 2021/2022. Diante disso, há preocupação quanto à oferta disponível do grão para a comercialização nos próximos meses. Pesquisadores do Cepea alertam que a formação de preços para ambas as variedades também irá depender do clima, principalmente no primeiro trimestre de 2020, quando as lavouras do arábica e robusta estarão em plena fase de enchimento dos grãos.


Da Redação ADI-PR Curitiba

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br

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