Copagril – Sou agro com orgulho
Arno Kunzler

Salve-se quem puder

O que vamos assistir nos próximos meses é uma guerra de acusações.

O Senado abriu, ou melhor, teve que instalar, uma CPI para investigar as responsabilidades e as ações ou omissões no combate à Covid-19 no Brasil.

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Imediatamente o presidente da República, Jair Bolsonaro, pediu aos senadores amigos (Jorge Kajuru) para que incluíssem governadores e prefeitos nessa investigação.

Tanto o presidente quanto os governadores e prefeitos sabem as inconveniências de uma CPI invadindo o ano eleitoral, quando eles poderão estar disputando eleições estaduais ou nacional.

Uma CPI tem força de polícia, portanto, convoca pessoas, autoridades ou não para depor.

Seus depoimentos são públicos e vão virar notícia.

Alguns fatos ou omissões são efetivamente graves e vão ensejar que haja indícios de fraude ou omissões.

Uma CPI tem poder para sugerir abertura de processos, o que pode causar enormes constrangimentos tanto para o governante que está sendo acusado de ter cometido fraude como para quem pode ter se omitido.

Quase 400 mil mortos é um número indiscutivelmente expressivo de vítimas que causa comoção, caso haja culpados por atos ou omissões.

Vamos viver dias de muita discussão, de muitas acusações e de muitas revelações que podem ou não virar processos, até mesmo pedidos de cassação.

Não é por nada que tanto o presidente como os governadores vão tentar se livrar como podem desse imbróglio.

Nada está tão ruim que não possa piorar neste momento.

Todos têm medo, e muito medo, do impacto que essas informações podem causar sobre a opinião pública.

Os gabinetes do “ódio” já devem estar prontos e atentos para elaborar e despachar às mídias, tanto para atacar como para defender seus líderes.

Não é difícil imaginar que estamos diante de um fato novo da política brasileira, fato que pode mudar todo traçado das eleições de 2022, tanto para o presidente Jair Bolsonaro como para governadores que eventualmente forem envolvidos nessa investigação.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

 

 

 

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