Copagril
Elio Migliorança

SE NÃO FOI, DEVIA TER SIDO

A entrevista a seguir circula nas mídias sociais e teria sido dada pelo cardeal Bergoglio, hoje papa Francisco, a Chris Matthews, jornalista americano, comunista e socialista. Alguns juram que é verdade, outros a negam, e eu conclui que “se não foi, devia ter sido” dada pelo cardeal, porque combina com as ideias e o jeito de viver do papa. Leia e conclua você mesmo. Matthews perguntou-lhe o que pensava sobre a pobreza no mundo. O cardeal: primeiro na Europa e agora nas Américas alguns políticos têm se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes. E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles criam a pobreza e isso ninguém questiona. A pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema. Matthews pergunta: o senhor culpa o governo? O cardeal: eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Vocês socialistas acreditam na redistribuição que é uma das razões para a pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar as atividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas. As pessoas não têm que ser pobres. Matthews replicou: eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal. Mas, e a América Latina, o senhor quer negar o progresso conseguido? O cardeal: o império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo, dando peixe ao povo sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é punido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada. Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas. Quem vai salvá-los dessa tirania? Matthews acusa: o senhor é um capitalista? O cardeal: se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio? Matthews: claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas? O cardeal: não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas econômicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam desse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. Suas ideias são radicais, diz Matthews. Eu não consigo aceitar tal pensamento. O cardeal: você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Graças ao assistencialismo, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar. As pessoas veem os pobres como um problema de governo. E me irrita o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida vota em quem os afundou na pobreza. E como certa vez disse Margareth Thatcher: o socialismo dura até terminar o dinheiro dos outros. 
* O autor é professor em Nova Santa Rosa
miglioranza@opcaonet.com.br

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