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Editorial

Segue teu caminho, Brasil

Um ciclo de desenvolvimento econômico e social pouco antes visto nesse país está se desenhando lentamente para a população brasileira. O novo ambiente político está estimulando investidores, as políticas para desburocratização interna e abertura de mercados externos estão trazendo novas esperanças aos empresários, a inflação controlada garante que o poder de compra dos consumidores não se deteriore.

Na quarta-feira (11), a agência de risco Standard & Poors revisou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para positiva. A grosso modo, o Brasil está melhorando sua imagem com o mundo.

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Ainda, a aprovação da reforma da Previdência e, agora, o pacote anticrime, que depende apenas de sanção presidencial, são sinais claros de que o Brasil precisa fazer mudanças. A reforma tributária, para onde devem mirar os holofotes nos próximos meses, é mais um passo.

A taxa Selic, que é a taxa básica de juros e que baliza o custo de crédito no Brasil, está em seu menor patamar desde o ano de 1999: 4,5%. Na teoria, bancos e financeiras tendem a diminuir os juros cobrados por empréstimos. Na prática, os juros estão, sim, caindo.

Isso quer dizer que as pessoas que fazem financiamentos vão pagar parcelas mais acessíveis, com juros mais justos. E vale para setores importantes da economia, como a construção civil. O crédito imobiliário já está mais baixo, o que significa prestações que cabem no bolso, mais vendas de imóveis, mais construção, mais emprego e renda para as famílias, mais arrecadação para as administrações públicas.

Aos poucos, o Brasil também está abrindo suas portas para investimentos estrangeiros. As privatizações que devem acontecer vão não somente acabar com produtos e serviços caros e muitas vezes ineficientes, mas estimular a livre concorrência, o que beneficia diretamente o consumidor.

Há um ano, o Brasil vivia muitas incertezas. O cenário de um ano atrás, certamente, era bem pior do que o cenário de hoje. Empresários estavam desiludidos, o desemprego só aumentava, a economia regredia. Entre erros e acertos, os novos governos, federal e do Paraná, parecem convergir a um mesmo destino, de estímulo ao avanço econômico e redução da influência do Estado nas questões privadas. Vive-se hoje um momento mais deleitoso, com expectativas reais de crescimento econômico (e por consequência social) para o povo brasileiro. Sem euforias, mas o caminho para o Brasil avançar está sendo moldado.

É claro que há ainda muito o que fazer. Os juros no Brasil ainda são altos, o crescimento projetado de 1% para este ano e 2% para o ano que vem é nanico, a fila do desemprego ainda é gigante, o custo para empreender permanece alto, a burocracia demasiada atrapalha, entre tantas outras situações. Mas ninguém chega a algum lugar sem dar o primeiro passo. E alguns bons passos, como as reduções seguidas da taxa Selic, já foram dados. Mesmo caminhando a passos lentos, é sempre bom seguir em frente.

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