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Editorial

Sem mais delongas

Um ano se passou e quase ou nada se observa de vultuoso nas administrações municipais. A bem da verdade, é uma tarefa difícil para o cidadão comum apontar algo que prefeitos e vereadores tenham feito de concreto e visivelmente proveitoso nesse primeiro ¼ de mandato. Só faltam três anos (dois deles eleitorais) para que façam por merecer os votos que receberam de seus eleitores. A lentidão do primeiro ano de mandato, típica em todas as cidades brasileiras por alegação da tal de arrumação de casa, invariavelmente, em muitas ocasiões, irrita qualquer contribuinte. 

Se o primeiro ano para fazer a faxina passou, agora é trabalhar para avançar, sem desculpas. De acordo com o significados.com.br, sem mais delongas é uma expressão popular que transmite a ideia de não esperar mais por algo, adiantar determinado assunto e ir direto ao ponto, sem atrasos ou intervalos. A palavra delongas é derivada a partir do verbo delongar, que significa adiar, atrasar, demorar. Para prefeitos e vereadores, isso agora deve ser ordem. 

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Pelas bandas da região, as coisas andaram lentamente. Em alguns casos, creches não foram erguidas, novas estradas não foram pavimentadas, obras antigas continuam inacabadas. Aliás, em Marechal Cândido Rondon, especificamente, chama a atenção o teatro municipal, inaugurado parcialmente há mais de um ano e que não recebeu uma peça sequer por falta de um pouco de tudo, e a revitalização da Avenida Rio Grande do Sul, que também já apagou velinhas e até agora não foi finalizada. Não dá para dizer que nada foi feito, mas é só perguntar para muito morador e ouvir dele que “nada mudou”. Trata-se da percepção popular, ou da voz de Deus. 

Esse tipo de argumento, de um ano inteiro funcionando à meia pilha para só agora arrancar, não pode mais ser admitido pela população. Não cabe admitir “um ano de experiência”. As pessoas precisam cobrar de seus eleitos, desde o primeiro ao último dia de mandato, as demandas que as cidades necessitam serem sanadas. Prefeitos e vereadores, que ganham bem para legislar e executar, precisam fazer jus à confiança depositada nas urnas. Foram eleitos para quatro anos, precisam ser eficientes nos quatro. 

Resumidamente, ser eficiente é arrecadar e gastar bem o dinheiro do contribuinte. O que vem antes ou depois disso pouco importa.

 Afinal, o trabalhador não quer saber quem é o secretário ou que tipo de administração acontece dentro dos prédios. Quer saber de obras e ações que agreguem valor à sua vida, de sua família e de sua comunidade. O que vem antes ou depois disso pouco importa. 

São mais três anos para que as autoridades políticas dos municípios provem para que vieram. Nas campanhas eleitorais os discursos eram de otimismo e capacidade, mas foi só entrar o novo mandato para que o ano do freio voltasse à tona. A sociedade merece mais que pessoas que saibam acertar os ponteiros e espera pessoas que criem relógios. Um ano se passou e quase nada foi feito. A população precisa cobrar mais efetividade de seus governantes, seja em primeiro de janeiro, seja em 31 de dezembro, de que ano for. E os governantes precisam fazer, sem mais delongas.
 

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