Editorial

Semana das expectativas

 

A semana começou com expectativa a mil para muita gente.

Muitas prefeituras e órgãos públicos começam a entrar em período de recesso administrativo e com isso muitas pessoas iniciam a contagem regressiva para se desligar das atividades profissionais por alguns dias. Há também aqueles que tiram férias nas empresas privadas nesse restinho de ano.

De uma ou de outra forma, seja para viajar, para colocar em dia muitas tarefas que não são possíveis no dia a dia devido à rotina agitada ou para comprar os presentes de Natal, pesquisar os preços dos produtos para preparar a esperada ceia da família ou definir a programação do réveillon, todo mundo literalmente fica um tanto quanto ansioso para tudo o que tem para acontecer nos próximos dias.

E está sendo assim também com os comerciantes, que estão com grandes expectativas de vendas neste período do ano, o melhor em termos de comercializações para o setor. Depois de um 2018 sofrido, tendo que lidar com a instabilidade econômica, o que refletiu em vendas curtas, enxugamento de equipe e muito malabarismo para se manter no mercado, eis que chegou o período de Natal, a época de “safra”, ou ainda, das “vacas gordas”, em que as famílias, com muito ou pouco dinheiro, sempre vão às compras. Chegou o período de atender em horário estendido, uma oportunidade de atrair o consumidor, fazendo com que ele confira, pesquise e faça suas aquisições com tranquilidade.

A animação entre os lojistas é contagiante. Espera-se que tudo isso se reverta, de fato, em bons números.

Outros que vivem dias de expectativa, e tensão, diga-se de passagem, são os agricultores da região Oeste do Paraná. Depois de 20 e tantos dias sem chuva, ontem (17) o tempo fechou, trovoadas anunciaram a vinda de água céu abaixo, contudo, nada expressivo foi registrado.

Se no ano-safra 2017/2018 foi a chuva que não deu trégua para uma safra tranquila e os produtores tiveram que lidar com bolsões d’água se formando em meio à lavoura, focos de ferrugem asiática na maioria das áreas e um inimigo desconhecido por muitos, a antracnose, ou “fungo das podridões”, neste ano o “inimigo” é outro: a estiagem.

Com ela, as lavouras vão perdendo a cada novo dia sua capacidade produtiva, mas os agricultores não perdem as esperanças. Se a chuva der as caras nesta semana, conforme aponta a previsão, ainda será possível amenizar os estragos registrados até aqui.

A possibilidade de quebra da safra já ronda a casa de 30%, por isso, essa semana é decisiva e importante para muita gente. A palavra de ordem é chuva!!!

Haja expectativa. É de todos os lados.

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