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Editorial

Sobrou bolo

Quem foi à Expo Rondon 2017 participou de uma festa inovadora e diversificada, rica em detalhes, nobre nas tradições, robusta em seus objetivos, disposta com novas ideias, equipamentos e negócios. O comércio, a indústria, os prestadores de serviços e o agronegócio mais uma vez mostraram o que há de melhor no município. O Parque de Exposições Alvaro Dias e o Centro de Eventos Werner Wanderer foram decorados com muito glacê, chantili e ganache, merengue e outras delícias mais, cobertos com não uma, mas 57 cerejas para o convidado experimentar as boas sensações que a festa proporcionou. A festa estava montada.

O primeiro dia lotou, assim, como as principais atrações, como o Festa Nacional do Boi no Rolete. A organização se superou e, nesses momentos, recepcionou com maestria os convidados para o baile.

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Mas algo deu errado no meio do caminho. Todos os shows musicais tiveram um público muito baixo. Em determinado momento, os portões foram abertos para que os artistas não se apresentassem para meia dúzia de grupos de amigos – lesando, aliás, quem pagou ingresso. Em grande parte do tempo, os estandes das empresas expositoras ficavam ociosos, com corredores vazios e promotores se desafiando para ganhar a atenção do pouco público que por ali passava. Parece que faltou distribuir mais convites.

A ideia de que a Expo Rondon é uma festa consagrada e que dispensa sua promoção é equivocada. É uma zona de conforto que inibe, coage e extingue a evolução do entretenimento, dos negócios e das pessoas. A falta de publicidade da Expo Rondon foi mais do que notória neste ano. Um mês antes da festa, ninguém – leia-se população – sabia o que ia acontecer. Parecia uma festa surpresa às avessas.

Grandes eventos como a Expo Rondon precisam de amplo aparato e investimento em publicidade e propaganda. Longa e maçante, precisa não somente vender a imagem de bom mocinho, mas inspirar e instigar a população do município e da região a querer estar lá. A Comissão Central Organizadora, na tentativa de fazer o bem, propalando discursos de redução de gastos, cometeu um erro. Cortou as verbas da publicidade e embatumou o bolo.

A publicidade se faz necessária sempre. Não fosse assim, a maior e mais valiosa marca do mundo, a Coca-Cola, deixaria de patrocinar esportes, angariar as melhores mídias e criar seguidas campanhas bilionárias para atrair a atenção do público.

A falta de pessoas em grande parte dos cinco dias de Expo Rondon 2017 traz prejuízos a quem organiza, a quem investe para estar lá e até mesmo aos convidados. Negócios não feitos, experiências não vividas, oportunidade que não veio. O bom de uma festa, afinal, é a confraternização entre pessoas. Ao apagar das luzes, percebe-se que os 57 anos de Marechal Cândido Rondon foram comemorados com uma excelente festa, mas faltou gente para comer o bolo.

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