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Editorial

Surge uma nova saúde

A saúde de Marechal Cândido Rondon, Toledo e municípios vizinhos está se transformando. Na sexta-feira (09) o Grupo Sempre Vida lançou o projeto de instalação de um grande complexo hospitalar, dedicado a um olhar moderno e preventivo da saúde das pessoas, que vai usar para isso as tecnologias mais recentes da quarta revolução industrial, como inteligência artificial e Big Data, mas também boa parte dos profissionais que hoje se qualificam nas áreas da saúde humana na região.

O complexo hospitalar vai ficar dentro do Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark), em Toledo, já conhecido também como a Cidade da Saúde. O investimento de R$ 55 milhões vai garantir um dos mais modernos e importantes hospitais para a região – 114 leitos de internação, dez de UTI geral, 15 de neopediátrica, cinco de cuidados paliativos, cinco de cuidados intermediários, cinco de cuidados a queimados e dez leitos de hospital dia, além de consultórios de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, salas para realização de atividades físicas, academia, pilates, auditórios para palestras relacionadas à prevenção de doenças e promoção de qualidade de vida. Em 2023 tudo deve entrar em funcionamento, beneficiando quase 30 mil pessoas que hoje fazem parte da família Sempre Vida.

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É de fato um grandioso investimento, que vai elevar a outro patamar a prestação de serviços à saúde na região. Esse hospital poderá evitar que pessoas com complicações mais severas ou graves tenham que procurar hospitais em outras regiões do Paraná ou mesmo em outros Estados. Promete ser um divisor de águas, não só no tratamento das doenças ou infortúnios, mas no trabalho de promoção de qualidade de vida e prevenção de doenças.

A escolha do local para a construção do complexo hospitalar não poderia ser melhor. O Biopark, idealizado pelo sócio-proprietário da Prati Donaduzzi, uma das maiores farmacêuticas do Brasil, é de fato uma cidade que está sendo esculpida na ciência. O Parque Tecnológico conta com cinco universidades e institutos já instalados ou em fase de instalação: Universidade Federal do Paraná (Medicina), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Mestrado em Biociências), Instituto Federal do Paraná (técnico em informática), Universidade Laval, de Quebec, no Canadá (laboratórios de pesquisa de alto desempenho) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Farmácia). Há ainda a expectativa de uma parceria com um laboratório da França para criar um grupo de pesquisa sobretudo na área de doenças sociais.

Os novos tempos chegaram também na área da saúde. A revolução 4.0 obriga que operadoras, hospitais e redes afins reformulem toda a maneira de prestar serviços à saúde, se comunicar e trabalhar. Por outro lado, o investimento privado supre uma lacuna de atendimento de alta complexidade que incomoda a região há anos. Uma nova saúde está sendo construída no Oeste do Paraná. Um modelo que vai preencher espaços e que pode servir de exemplo para outras partes do país.

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