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Editorial

Tempo de transição

 

Dois mil e dezoito vai chegando ao fim. Faltam poucos dias para o ano novo dar as caras. Nesse período, principalmente após o Natal, as pessoas começam a se preparar para se despedir de tudo aquilo que ficou para trás ao longo dos últimos 12 meses e, em tese, mentalizar uma espécie de transição, voltando os olhos para o que vem pela frente.

Na verdade, tudo são números. Em 31 de dezembro 2018 vai ficar para trás e 1º de janeiro vai trazer 2019, o ano novo. No calendário, apenas a mudança de um dia para o outro. Contudo, para muitos, isso vai além.

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Um bom número de pessoas aproveita esse período de fim de um ano e começo de outro para refletir, avaliar, planejar. E isso é importante, e tudo de bom!

Todo “recomeço” baseado em reflexão, avaliação e planejamento tende a surtir avanço, evolução, mudanças positivas, novos resultados, oportunidades e crescimento.

Sim, porque o ano novo por si só não muda a vida de ninguém; as mudanças dependem de cada um.

O ano que chega ao fim foi de muitos desafios.

Na política, assistimos um governo sem credibilidade, que tentou mostrar a sua marca, mas não emplacou para a maioria dos brasileiros. Temer e sua equipe mais decepcionaram do que impressionaram. Já saem tarde.

As eleições ajudaram a consolidar ainda mais um processo que vem há tempos dividido, mostrando um Brasil com praticamente dois lados. Se você votasse em fulano, era tachado disso; se votasse em ciclano, era tachado daquilo. Foram meses de nervos aflorados e ânimos exaltados.

Na economia, o reflexo do recesso ainda dominou a maior parte dos meses. Não foi fácil para a indústria, para o comércio. Muitos empregadores precisaram se reinventar; outros necessitaram demitir. E assim foi também com os empregados. Muitos tiveram que se virar nos 30 para se manter no emprego; outros precisaram inovar, se reciclar, voltar a estudar para retornar ao mercado de trabalho.

A greve dos caminhoneiros, ainda no primeiro semestre, potencializou muitos cenários, muitas vezes invisíveis aos olhos, mas não ao bolso dos brasileiros.

A expectativa de “vacas gordas” se voltou para dezembro, mês em que o Brasil inteiro se agita, seja nas compras, no turismo, nas festas e por aí vai. E, mesmo que tímido, houve um incremento em termos de vendas em muitos setores. O balanço foi positivo.

Infelizmente não se pode dizer o mesmo quando o assunto é agricultura. A frustração no campo não vai passar batida em 2018. Há muita gente fechando o ano sem chave de ouro. Os produtores da região que o digam. A estiagem severa abalou as estruturas do Oeste, celeiro do agronegócio paranaense.

Foram semanas sem uma gota d’água, justamente no momento em que a cultura da soja mais precisava. Ontem (27), depois de mais de um mês, a chuva veio, tímida e tardia. Os pouco mais de 30 milímetros registrados na microrregião de Marechal Cândido em nada aliviam a situação dos agricultores, que, em sua maioria, amargam perdas significativas, somando quebra de até 80% na safra, quando não mais.

Há tempos não era registrada uma estiagem tão severa.

Mas, se neste sentido o tempo foi de “vacas magras”, resta arregaçar as mangas e prospectar um ano melhor. Nem sempre todas as coisas dependem de nós; às vezes, do clima, é verdade. Todavia, é tempo de recomeços.

Dois mil e dezenove chega com muitas expectativas.

É ano de um novo governo, baseado em estratégias e estilos diferentes do que tivemos nos últimos anos.

É um ano com mais feriados aos fins de semana. Dos 13, cinco caem no fim de semana e outros dois na sexta-feira, fato que gera positividade ao comércio…

Há muita coisa para ser vista com bons olhos. Mentalize o que espera e o que quer de bom para 2019. Vire a página com os fatos negativos e prepare as páginas para escrever muita coisa boa nos próximos 12 meses.

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