Brincando na Praça 2019
Editorial

Temporada de incêndios

Os bombeiros de Marechal Cândido Rondon tiveram uma noite de domingo (04) e uma manhã de segunda-feira (05) bastante tumultuadas e trabalhosas para combater as chamas de um incêndio de grandes proporções, que destruiu toneladas de galhos provenientes da poda urbana em uma área usada pela prefeitura para depositar esses materiais. As labaredas vistas de vários bairros pintaram o horizonte da cidade, gerando grandes riscos ambientais e econômicos, inclusive ameaçando uma propriedade rural vizinha. Ninguém ficou ferido, mas as chamas alertam para um risco recorrente nessa época do ano: os incêndios ambientais.

Intencionais, criminosas ou acidentais, as chamas se multiplicam pelo país nessa época em que a umidade relativa do ar é bastante baixa, deixando o clima, pastagens e florestas mais secas, portanto, mais suscetíveis a esses sinistros. E não é diferente em Marechal Cândido Rondon. As queimadas devem dar trabalho aos bombeiros pelo menos até o mês de setembro. Na segunda-feira, o Corpo de Bombeiros alertou para risco de incêndio alto durante toda a semana na região.

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O principal risco das queimadas evidentemente é risco à vida das pessoas e dos animais, mas elas geram outras situações perigosas, como poluição ao diminuir a qualidade do ar, além de perdas econômicas que podem se manifestar das mais diversas formas. Mas o que incomoda mesmo é que boa parte das queimadas poderia ser evitada. Acúmulo de lixo em áreas de risco, bitucas de cigarro jogadas ao vento são algumas situações que geram grandes possibilidades de incêndio florestal. Simples papéis refletivos de balas, garrafas de vidro e qualquer outro material refletivo pode gerar calor suficiente para iniciar um incêndio. Um pouco de conscientização evitaria muito a possibilidade de dar ignição a um grande incêndio.

O Corpo de Bombeiros do Paraná admite que a principal causa desses incêndios são queimadas criminosas e o descarte de cigarros acesos ao longo de rodovias e estradas. E orientam para que as pessoas não façam queimadas para limpeza de terrenos, pois facilmente perde-se o controle sobre elas, especialmente por conta do vento característico dessa estação, e a catástrofe é certa, além de ser crime ambiental. Fogueiras em matas ou locais de acampamento também estão entre os riscos, pois uma fagulha que fica acesa é o suficiente para ocorrer a combustão da mata. E é claro, não soltar balões, já que eles caem normalmente em região de mata e sempre provocam incêndios.

Cabe a cada cidadão fazer a sua parte, contribuir para que as queimadas e incêndios ambientais sejam cada vez menores, evitando riscos desnecessários e prejuízos ambientais e econômicos. As causas do incidente da noite de domingo em Marechal Cândido Rondon ainda devem ser apuradas, mas há uma grande chance de que o ser humano tenha contribuído para isso. É necessário vigilância constante e conscientização para que novos focos não sejam registrados nessa temporada de incêndios.

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