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Editorial

Todo cuidado é pouco

Os balneários da Costa Oeste do Paraná têm recebido veranistas desde o início das férias, em meados de dezembro. A boa estrutura que existe nas principais prainhas da região e as oportunidades e belezas que o Lago de Itaipu proporciona atraem quem quer fugir do calor (apesar do clima atípico com muita chuva nesse início de ano) ou mesmo aproveitar o período de descanso para relaxar com a família e amigos. Mas toda a tranquilidade do reservatório esconde um perigo real. Só nesta temporada, três pessoas já morreram afogadas nos balneários da Costa Oeste.

O lago tem se mostrado fatal como o mar. No litoral paranaense, que aglutina um número exponencialmente maior de veranistas, foram quatro mortes por afogamento nessa temporada, apenas um a mais que o Lago de Itaipu. Em todo o Paraná, já são 27 mortes, 23 delas em açudes, lagos, cavas e rios do interior do Estado.

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O lago, que está bastante cheio, esconde seus riscos em meio às águas escuras e a terrenos acidentados e cheios de obstáculos, como árvores. A calmaria da superfície pode esconder buracos, redemoinhos e outras situações que geram grande risco aos banhistas. Geralmente, as precauções que se toma no litoral não são tomadas nessa região, o que é um grande equívoco.

Apesar dos guarda-vidas que estão instalados nas áreas de banho, o grande problema para que o número de afogamentos seja expressivo está diretamente ligado ao comportamento do banhista. Na maioria dos casos, são eles que causam as situações de risco. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ingestão de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de afogamento na Costa Oeste. Tomar banho em locais proibidos e sem a vigilância de guarda-vidas, não respeitar os limites de segurança e a falta de preparo para nadar também estão na lista de atitudes que ampliam a insegurança nesses locais. A atenção deve ser redobrada com crianças e idosos, mas são os homens entre 18 e 40 anos de idade as principais vítimas de afogamento.

Qualquer atividade aquática, seja pesca esportiva, passeios com embarcações ou um simples banho às margens do Lago de Itaipu deve estar coberta de cuidados. Se possível, o uso de coletes salva vidas é o mais indicado. Mas há situações mais simples que podem ser observadas para que esse perigo não seja tão evidente, como não nadar nas partes mais fundas, procurar sempre ter a atenção de quem está na areia e não ingerir bebidas alcoólicas antes de se refrescar nas águas do Lago de Itaipu.

Curtir o período de descanso exige responsabilidade dos veranistas. É preciso respeitar os limites do próprio corpo e ter consciência do poder fatal que o mar, um lago ou até um córrego são capazes de oferecer. O que se espera é que o número de vítimas fatais no Lago de Itaipu fique estacionado. Para isso, no entanto, é preciso responsabilidade e muita prudência. Não deixe que suas férias se tornem um pesadelo para o resto da vida de suas famílias.

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