Copagril – Sou agro com orgulho
Editorial

Tudo já é diferente

O Paraná nem se recuperou do pico da pandemia registrado em março e abril e no início da semana teve alta de 61% na média de novos casos diários comparado com 14 dias atrás. Os casos positivos passaram de três mil por dia para quase cinco mil nesse intervalo de duas semanas.

Em Foz do Iguaçu, a taxa de transmissão atingiu o maior índice desde o início da pandemia. Atualmente, estima-se que 100 pessoas doentes possam infectar outras 148 pessoas.

Casa do Eletricista – Torneira Zagonel

As taxas de ocupação de leitos e de UTIs voltam a preocupar, pois também estão disparando. Em poucos dias, o número de mortes causadas pela Covid-19 também deve voltar a subir no Oeste paranaense, assim como em outras regiões do Estado.

Os índices preocupantes já colocaram as autoridades em alerta. Em municípios do Oeste várias prefeituras estão decretando lockdown neste fim de semana e nos próximos. O toque de recolher também foi ampliado. São medidas que vão ajudar a frear as contaminações, sem prejudicar demasiadamente o comércio e os prestadores de serviços.

Todo e qualquer esforço é válido neste momento. As pessoas precisam fazer a sua parte. Quem puder, fique em casa. Se precisar sair, não participe de aglomerações, não vá e não faça festas com pessoas que não estejam em seu grupo familiar, use álcool gel para higienizar as mãos e use máscara. Peque pelo excesso de zelo à sua saúde e de outros, não pela falta dele.

Ainda, as pessoas que estão habilitadas precisam procurar os pontos de vacinação, seja para tomar a primeira ou a segunda dose. Mesmo aqueles que já se imunizaram, mantenham os cuidados para não ser um possível transmissor da doença, já que as vacinas livram das formas graves e dos óbitos, mas a pessoa pode ser infectada e transmitir sem mesmo perceber.

A vida tenta voltar ao normal, mas quando menos se espera a Covid-19 volta a chacoalhar nossas esperanças, estremecer nossa certeza de vitória. Essa doença tão cruel não escolhe quando nem quem ela vai pegar. Ela simplesmente vem e devasta.

Atrás de todos esses números, de toda essa confusão por falta de leitos, pela demora das vacinas, existem pessoas que estão sofrendo. Sofrendo com a agonia de ver pessoas queridas agonizando por um pouquinho de ar, chorando a perda de pessoas amadas, contando o tempo para saber se o amor da vida de alguém vai se recuperar ou engrossar o número de vidas perdidas. O luto está presente, assim como a dor. Lágrimas escorrem de rostos que expressam tristeza, mas também revolta.

Um dia, tudo isso vai passar. Mas definitivamente a sociedade não terá sua vida normal de volta. Afinal, a vida normal dependia da vida daqueles que se foram. E isso não tem como recuperar. Pais, mães, tios, filhos que se foram não vão mais voltar. Tudo vai ser diferente. Tudo já é diferente.

Que a vacinação atinja cada vez mais pessoas, que a imunização possa ser acelerada, longe dos debates políticos e colada na ciência, na responsabilidade e no amor pela vida. Só assim para acabar com tanto medo, tanta angústia, tanta dor, tanto sofrimento.

Mercadão do Óculos – antes inauguração
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