Copagril – Sou agro com orgulho
Arno Kunzler

Tudo pra ser melhor

Poucas vezes um governo novo – no caso reeleito – começou tão promissor como este ano em Marechal Cândido Rondon.

Os prefeitos reeleitos anteriormente, Edson Wasem e Moacir Froehlich, tiveram começos bem diferentes: tumultuados política e administrativamente.

Casa do Eletricista – BOBCAT

Marcio Rauber não só diferencia seu segundo mandato pela larga vantagem de votos com que superou seus oponentes, mas também pelo equilíbrio financeiro das contas públicas.

Não se pode dizer que isso é surpreendente porque o governo já vinha dando sinais de responsabilidade com as contas públicas, adotando uma série de medidas que foram importantes para esta conquista.

Das medidas mais importantes, talvez a mais importante tenha sido não ceder às pressões políticas, um ralo por onde os recursos públicos escapam das mãos dos prefeitos.

São as pressões políticas que encarecem as obras, que empregam pessoas sem necessidade e sem qualificação, que geram demandas além da capacidade ou da necessidade, além do desperdício, às vezes até invisível, mas quase sempre tão presente nos órgãos públicos.

Fechando as torneiras e contando com o aumento da receita o município conseguiu gerar, em ano eleitoral, um superávit recorde.

É algo que para muitos não tem significado nenhum, mas quem acompanha as contas públicas ao longo dos anos, especialmente nos últimos tempos, percebe um diferencial importante.

Começar um novo governo com recursos disponíveis e não com a receita dos meses seguintes já comprometida faz toda diferença de um governo de quatro anos.

Oxalá, o prefeito Marcio Rauber consiga vislumbrar com sensatez e inteligência as demandas a serem atendidas nos próximos quatro anos da mesma forma como teve a percepção e capacidade de ver e atender o que era mais importante no primeiro mandato.

Que o resultado da eleição não contamine o governo com arrogância e sensação de facilidades que efetivamente não existem no Poder Público.

É possível fazer um governo ainda mais promissor como este que terminou em dezembro com quase 80% de apoio?

Certamente será muito difícil manter esses níveis de aceitação, já que as pessoas tendem a ser mais exigentes e menos tolerantes com os governantes à medida que o tempo passa.

Mas em termos de eficácia administrativa, sim, já que o governo começa melhor, com mais dinheiro, com melhores perspectivas de recursos estaduais e federais, com harmonia política local e a experiência de ter realizado um projeto vencedor antes.

É muito capital político e experiência administrativa a serviço do novo governo.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

 

TOPO