Editorial

Um bom momento

 

É bem verdade que 2018 não foi um ano espetacular para a economia brasileira. Os escândalos envolvendo grandes corporações, a prisão de um ex-presidente, a alta taxa de desempregados, as prisões da Lava Jato e a greve dos caminhoneiros afetaram o andar da carruagem e reduziram os principais índices que medem o crescimento e desenvolvimento de uma nação.

Depois de um processo eleitoral pra lá de inflamado, que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro, no entanto, as coisas se acalmaram. Chega-se ao fim do ano cheio de traumas e escoriações, mas o brasileiro vê na época de Natal e de férias a possibilidade de conseguir reverter os índices desagradáveis que acompanharam praticamente todos os setores da economia nos últimos meses. Para a indústria, comércio e prestação de serviços, a hora é para faturar.

Historicamente o fim de ano é um momento bastante aguardado pela economia. Os presentes de Natal, as férias em família, as confraternizações nas empresas, entre amigos, os materiais escolares, as festas de fim de ano, a revisão no carro, aquele smartphone novo que você compra para se auto-presentear, tudo embalado com o rico dinheiro que vem das economias, das férias e do 13º salário pagos aos trabalhadores. Para o consumidor, é hora de gastar, mesmo que neste ano a situação exija mais cautela na hora da compra.

Em Marechal Cândido Rondon os milhares de estabelecimentos comerciais já se moldam para atrair essa clientela disposta a gastar. A Associação Comercial e Empresarial (Acimacar) acaba de lançar sua campanha de vendas, com prêmios atrativos que estimulam o consumidor a escolher pelas opções locais. As lojas ganham as cores de Natal, com vitrines estilizadas para a época estampando ofertas e oportunidades. Prêmios, preços mais baixos, liquidações, músicas da época e até Papai Noel distribuindo guloseimas para chamar a atenção de quem está com o dinheiro no bolso. Vale de tudo. Em breve, passam a atender em horários especiais, mais flexíveis, que permitem o consumidor fazer as compras com mais tranquilidade.

O Natal renova a fé das pessoas, faz refletir, mas o fim de ano renova também as boas expectativas de empresários, que têm a chance de faturar mais, e do consumidor comum, que goza da oportunidade de oferecer um pouco mais de bem-estar e qualidade de vida para ele e suas famílias. É um momento aguardado por todos com muita expectativa e ansiedade. E tem tudo para dar certo.

Apesar do retrocesso econômico experimentado nos últimos anos, o Brasil deve crescer um pouquinho em 2018, abrindo um cenário muito mais favorável para que o país avance com mais robustez no ano que vem e nos próximos. Um ano não muito agradável está chegando ao fim para os setores que compõem a economia brasileira, mas certamente esse é o melhor momento desse período turbulento vivido no Brasil. Se depois da tempestade vem a bonança, parece que essa chegou.

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