Arno Kunzler

Um governo de mentira…

Impressionante como a nossa ilustre presidente Dilma Rousseff caiu em descrédito perante a população brasileira.

E não é por causa da mídia e nem por causa da oposição que pede o impeachment e nem por causa do movimento “vem pra rua”…

É por causa dela e do seu governo mesmo.

A última trapalhada que ela tenta, tenta e tenta explicar e não consegue é aquele documento de posse entregue para Lula no hotel, “para ser usado quando necessário”.

Ela mostra um papel que Lula assinou, explica, grita e ninguém acredita que aquilo era apenas para se prevenir de que o ex-presidente poderia não vir à sua própria posse no dia seguinte.

Dilma Rousseff, a senhora está falando ao vento. Cada vez que tenta explicar um fato nebuloso, gera mais dúvidas ou, talvez, mais certezas de que está mentindo.

Dilma e Lula estão, sim, agindo para evitar que a Lava Jato chegue ao coração do poder, onde estava Lula durante oito anos e agora Dilma durante cinco anos e meio.

É ali que os investigadores querem e precisam chegar para fazer “justiça”.

Não adianta prender alguns, puni-los exemplarmente e deixar que os mentores disso tudo fiquem soltos e continuem articulando negócios obscuros.

A credibilidade do governo Dilma está abaixo do vermelho, ninguém mais acredita em suas versões e falácias.

Nunca a verdade foi tão maltratada nesse país e nunca a verdade, mesmo vindo à tona, foi tão inútil e tão impotente, como disse Arnaldo Jabur.

O governo ainda tenta, mas já não tem mais forças para movimentar sua base política.

Um a um os deputados e senadores que ainda integram a base, muitos deles a base de benesses, agora vão apeando e se posicionando a favor do impeachment.

Dilma não só perdeu a credibilidade como também caiu no ridículo.

Não há mais governo, não há mais ações, não há mais projetos. O que há ainda é uma tentativa desesperadora da presidente e seus aliados de permanecer mais um pouco.

Sabem que não terminam o mandato, mas ficar mais um pouco significa muito.

Significa ajeitar alguns documentos que devem ser comprometedores, significa manipular recursos vultuosos do orçamento federal e preparar o terreno para depois se defender das investigações do Ministério Público e da Justiça.

Sem ter para onde correr, Dilma ainda conseguiu manifestações de governantes, tão rejeitados quanto ela no Brasil, para lhe prestar solidariedade.

Mais um tiro no próprio pé, mais uma tentativa em vão de ser fortalecer.

Quanto mais Maduro, Morales, Castro lhe são simpáticos, mais ela se torna antipática dentro do Brasil.

O Brasil está sem governo, sem direção e sem expectativa com a presidente Dilma.

Mais do que nunca agora vale a frase do humorista deputado Tiririca: “pior do que está, não fica!”.

Quanto mais tempo o governo Dilma permanece, pior fica a economia, o desemprego e a inflação.

Dilma fora é a única esperança de que as coisas possam voltar à normalidade num curto espaço de tempo.

E aqui não se discute quem será o sucessor, apenas que este governo não tem mais jeito e não pode continuar.

Qualquer que seja o próximo, será melhor do que Dilma, qualquer que seja o próximo, colocará o país num rumo para que possamos ter eleições daqui a dois anos com certa tranquilidade.

Do jeito que está, até as eleições presidenciais daqui a dois anos, ficarão comprometidas.

 

 

Jornalista e diretor do Jornal O Presente

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