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Arno Kunzler

Um novo final…

Já que não se pode escrever um novo começo, vamos escrever um novo final para o período destinado ao segundo governo Dilma Rousseff.

O Brasil, que produz e trabalha, não suporta mais um governo que tão irresponsavelmente manipulou as contas públicas e agora tenta mais uma vez manipular as massas para mostrar uma verdade, que, na verdade, não é.

Perda de tempo. O povo sentiu o golpe, no emprego, no bolso, na cara.

Hoje nos envergonhamos do Brasil governado por Dilma Rousseff, que, a bem da verdade, teve uma gigantesca participação de Lula com a loucura da Copa e das Olimpíadas.

Num país onde faltam médicos, material e medicamentos para atender emergências nos hospitais, não dá para gastar bilhões com Copa e Olimpíadas.

Mas a visão grandiosa, talvez megalomaníaca do ex-presidente, nos deixa esse legado, não para curtir, mas para pagar a conta.

Não bastasse a conta robusta e inflada pela corrupção, ainda aparece a zika para infernizar nossas estruturas incapazes de atender os problemas do dia a dia com a saúde pública, quem dirá novos problemas.

Como só o governo Dilma não percebeu que as finanças do país já estavam em frangalhos, veio a crise, o fechamento de empresas, o desemprego, a queda de arrecadação, a falta de dinheiro nos municípios e o impeachment como preço final, para o governo.

Para nós, brasileiros, o preço final desta conta será bem maior e certamente restarão duplicatas para pagar durante anos.

Mesmo assim, estou otimista, não porque acho que as pessoas que vão assumir sejam tão melhores.

Claro, se não achasse melhores seria trágico, mas o que muda em relação ao governo anterior é o compromisso com o povo brasileiro que foi às ruas pedir mudanças.

Essas mudanças são claras e se não acontecerem, os protestos voltarão até que assumam políticos de fato comprometidos.

É nisso que eu acredito, é nisso que eu levo fé.

As primeiras amostras já na formação do novo governo são positivas.

Se os congressistas tiverem juízo e aprovarem as mudanças que serão propostas, em dois anos de governo podemos ter mudanças mais profundas no país do que nos 13 do PT.

E isso é bom que se diga, se deve ao movimento que levou seis milhões de brasileiros às ruas para pedir mudanças.

Esses políticos sabem que também terão que abrir mão de benesses que eles mesmos criaram para si próprios.

Mas terão que fazê-lo para não piorar a sua própria situação, que, convenhamos, já não é boa.

Hoje a situação de político nenhum é confortável, então é bom que fiquem de olho.

Não peco pelo excesso de otimismo, mas também não quero sentar no banco dos pessimistas e achar que o que o PT fez até agora não vai mudar.

Vai mudar sim, e para melhor.

À medida que o setor produtivo ganhar mais espaço, o Brasil votará a crescer.

Isso não é difícil, é uma questão de acreditar na livre iniciativa como modelo de desenvolvimento e geração de riquezas.

As empresas sabem como gerar riqueza, os governos não, só sabem como gastar.

 

 

Jornalista e diretor do Jornal O Presente

arno@opresente.com.br

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