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Editorial

Um trevo, várias promessas, uma esperança

Um dos maiores gargalos rodoviários do Paraná, o Trevo Cataratas (BR-277), em Cascavel, será totalmente reconfigurado com a construção de um viaduto. A passagem em nível vai facilitar o fluxo de cerca de 30 mil veículos que circulam pelo local todos os dias.

O anúncio foi feito ontem (09) pelo governador Ratinho Junior e integra um pacote de oito projetos que serão executados com recursos do acordo de leniência de R$ 400 milhões firmado pela Ecorodovias com o Ministério Público Federal (MPF). Outros R$ 220 milhões estão sendo abatidos com a redução de tarifas e R$ 30 milhões serão pagos em multas.

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Além da 277, o trevo reúne a BR-369, no sentido a Maringá, a BR-467, em direção a Toledo, e a Avenida Brasil, principal via de acesso a Cascavel.

Bastam ficar prontos os projetos para a obra começar. É uma espera – e ainda é uma espera – de muitos anos. O trevo de hoje é ultrapassado e “pequeno”, não dá conta do fluxo e tem seguidamente o registro de congestionamentos. Na semana do Show Rural Coopavel, quando o número de veículos em direção ao local do evento aumenta, a espera para transpor o Trevo Cataratas pode levar até uma hora. No dia a dia as coisas já são ruins, então é inadmissível que o maior trevo do Oeste do Estado tenha infraestrutura de décadas atrás, quando o número de veículos e pessoas circulando pelo local era infinitamente menor.

Mais que desafogar o trânsito, um novo e eficiente trevo vai permitir ampliar o desenvolvimento regional, na medida em que operações de logística são otimizadas e cargas e pessoas tenham facilidade de locomoção na região.

Para quem mora em municípios como Corbélia, Laranjeiras do Sul e Nova Aurora, por exemplo, o novo trevo vai agilizar na chegada até o aeroporto de Cascavel. Negócios serão facilitados, o tempo, tão escasso nos dias de hoje, será otimizado.

É mais uma obra fruto do combate à corrupção e às más práticas empresariais no Brasil. Trata-se de uma vitória dupla, pois além de uma obra necessária todo esse dinheiro que está sendo investido foi cobrado indevidamente de quem passou anos e mais anos nas superfaturadas praças de pedágio do Paraná. Essa obra, ao contrário do que parece, é feita de dinheiro público, não de todos os impostos e taxas, mas das milhões de pessoas que foram afetadas com os altos preços praticados indevidamente por muitos anos.

E o Paraná precisa mais. O Estado, que tem crescido além da média nacional (de janeiro a outubro a indústria paranaense cresceu 6,6%, isso é mais do que o crescimento da China), precisa de infraestrutura para suportar essa demanda de investimentos que agora recomeça a aparecer com mais clareza. A rica região Oeste merece essas e outras obras importantes, como a construção do aeroporto regional, que há duas décadas vem sendo prometido.

É preciso avançar mais rapidamente, pois as obras que hoje estão sendo prometidas, como o novo Trevo Cataratas, são demandas antigas, que já causaram muita dor de cabeça e atraso para a região. De toda forma, é uma boa notícia, mas ainda é só uma boa notícia. É ver para crer o fim da saga do Trevo Cataratas.

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