Arno Kunzler

Valorizemos a democracia

Muitas pessoas têm o hábito de questionar por que as coisas são assim, por que os políticos são assim?

Vejo uma certa revolta de muitas pessoas com tudo que envolve o que temos de mais caro em nosso país: A LIBERDADE.

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A liberdade não é algo que acontece de forma automática, que surge do nada, ao acaso.

Muitas pessoas lutaram por ela. Muitas lutaram até a morte e não tiveram liberdade, apenas para que nós pudéssemos ter liberdade.

A liberdade de escolher nossos governantes é, talvez, a mais importante das liberdades.

A liberdade de escolher os nossos representantes nas Câmaras, Assembleias e no Congresso Nacional.

Dessa escolha certamente resultam todas as outras formas de viver, trabalhar e agir em liberdade, ou não.

Por isso que o nosso voto é importante. Ele interfere diretamente naquilo que vai acontecer num país livre.

Se escolhermos majoritariamente candidatos que acreditam na livre iniciativa, nas leis do mercado e num Estado mínimo, vamos ter um governo e um Congresso trabalhando nessa direção.

Se escolhermos a maioria dos representantes que querem um Estado envolvido em atividades produtivas, com regulações e interferências dos governos na iniciativa privada, teremos ações nesse sentido.

E essas ações, dependendo do rumo que os líderes maiores articulam com suas bases, podem levar um país à degeneração de sua liberdade e da própria economia.

Temos um exemplo disso na recente história da América do Sul, onde um governo eleito democraticamente com propostas estatizantes acabou com a economia e as liberdades na Venezuela.

Os países que melhor lidam com seus empreendedores e que criam ambientes favoráveis, com regras claras, com menos burocracia, com permanente incentivo à produção, são os que têm mais liberdade e crescimento econômico.

Quem faz a economia crescer nunca é o Estado. Ele pode facilitar ou prejudicar, mas nunca será ele, o Estado, que fará uma Nação crescer economicamente.

E, ao contrário do que muitos pensam, o Estado não é eficiente para distribuir riqueza. Quem faz isso melhor é a iniciativa privada, através das geração de empregos.

O Estado pode e precisa amparar os indefesos, crianças, idosos, deficientes e desempregados e estimular os demais a produzir sua própria renda.

Tampouco o Estado é eficiente em fiscalizar e regular, ainda que seja uma de suas mais importantes atribuições.

Em qualquer lugar onde o Estado estiver menos presente o mercado cria leis próprias e capacidade maior para as pessoas poderem crescer e se desenvolver.

O Estado tem que ser forte, mas não grande demais; ele tem que permitir e estimular e não proibir e inibir as pessoas.

Se os brasileiros tiverem essa visão e elegerem políticos que acreditam no crescimento através da iniciativa privada podemos ter um ciclo importante de crescimento, tanto de empregos como de renda.

Mas o sentimento de grande parte do eleitorado sul-americano é sempre eleger quem mais promete Estado.

A maioria das pessoas ainda não acredita que trabalhando com liberdade pode conquistar uma vida melhor.

Ao contrário, o sul-americano gosta de ser dependente do Estado. Gosta de político demagogo que promete facilidades.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

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