Ecoville – Maior rede de limpeza
Ford Show Rural
Silvana Nardello Nasihgil

Vamos falar de depressão outra vez, sim!

Muitas vezes tenho buscado repostas para compreender as pessoas que sentem ter chegado ao fundo do poço e insistem em ficar lá.

Hoje, em uma conversa informal, com relatos de experiência de vida, firmou para mim de forma muito concreta que o preconceito em buscar a ajuda necessária é o que tem mantido as pessoas presas em si, sofrendo dores que ninguém consegue compreender.

Casa do eletricista MINIESCAVADEIRA

É… vamos falar de depressão outra vez! Porque é preciso, porque muita gente está sofrendo e sentindo até vergonha da condição paralisante que essa doença produz.

Consigo cada dia mais compreender como uma pessoa depressiva se sente, vivendo em uma sociedade preconceituosa, família e amigos desatentos, achando que é fase, e que logo vai passar.

Pois é, a gente precisa falar de depressão, sim! Porque depressão não é frescura, falta de Deus, mimimi, escolha, preguiça, falta de interesse, ou seja lá o que disserem. Depressão é doença e uma doença muito séria que precisa ser tratada.

Triste é saber que o preconceito em buscar ajuda vem de pessoas com todo tipo de formação, cultura, situação socioeconômica; pessoas que olham para o ser humano, mas não o enxergam, pois só veem aquilo que lhes convém.

Muitas vezes olhar para quem está ao lado e estender-se para compreendê-lo(a) requer comprometer-se, dedicar-se, e isso anda muito em falta no hábito e no coração do ser humano.

Em pleno 2020, ainda se ouve, e muito: psiquiatra é para louco, psicólogo é só papo furado, tudo é blá-blá-blá; a pessoa se quiser ajuda que tome jeito e pare de se vitimizar!

Lamentável saber que isso vem acontecendo em larga escala. Muitas pessoas estão perdendo as esperanças e sequer encontram uma direção que lhes aponte um lugar para onde ir, um lugar onde alguém busque ajudá-lo(a) sair da escuridão para a luz.

Enquanto muita gente sofre a solidão que a doença impõe sem sequer ser ouvido, caindo no total descrédito, sem rumo e sem alguém que possa dizer eu acredito em você, sinto que está sofrendo e vou auxiliá-lo(a) a buscar ajuda, outros tantos fazem de conta que nada veem, que não é real e que vai passar. E o depressivo(a) sequer se sente capaz de continuar, vendo a vida seguir e se esvair. Com o tempo, perde o interesse de continuar, pois tudo deixa de fazer sentido e se enche de trevas.

Repito: depressão é doença, não é tristeza que passa. Precisa ser tratada adequadamente, por profissionais habilitados para tal. Com tanta informação a respeito, não tem mais como concebermos que essa doença permaneça como invisível, que as pessoas se neguem a buscar ajuda e principalmente que os que estiverem em torno finjam que ela não existe.

Quem se sentir sozinho e sem rumo, tome uma decisão só: busque ajuda, peça ajuda! Procure um atendimento psicológico. Esse profissional saberá encaminhar a um psiquiatra, se for necessário. Se permita ter vida, se permita voltar a sorrir, ter esperanças e fazer escolhas que lhe façam feliz.

 

Silvana Nardello Nasihgil é psicóloga clínica (CRP – 08/21393)

silnn.adv@gmail.com

TOPO