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Vendas de carne para o mercado russo devem se elevar este ano

Mercado russo
A Rússia já foi o principal destino da carne brasileira, mas em 2019 ficou apenas em sétimo lugar, com somente 3,5% das exportações nacionais. Para reverter a queda, os principais vendedores de carne brasileira participaram da feira de alimentos Prodexpo. João Santos Lima, que trabalha com exportações para o mercado russo há 15 anos, acredita que essa é a oportunidade para frigoríficos brasileiros. “A perspectiva é boa e a gente pode retomar o volume de exportação de carne brasileira. Os russos confiam muito no produto brasileiro e se sentem muito confortáveis em trabalhar com ao Brasil”, declarou.

(Foto: Divulgação)

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Sem conflitos
O Brasil tradicionalmente vende cortes de dianteiro e recortes de carne bovina para a Rússia, usados sobretudo para o processamento “A Rússia está produzindo carne de alta qualidade, mas não há conflito de interesse. A carne brasileira vendida é em sua grande maioria destinada à fabricação de embutidos, ou seja, não colocamos carne brasileira nas gôndolas, não estamos competindo com as produtoras de carnes locais”, explicou Lima.

Queda desde 2017
Desde 2017, a Rússia impôs severas restrições às importações de carne do Brasil, suspendendo 50 das 59 plantas frigoríficas habilitadas. Mas esse processo tende a ser revertido. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne acredita que as vendas para o mercado russo devem se elevar este ano. Em nota, a associação declarou que sua expectativa é que novas plantas sejam habilitadas no decorrer deste ano e que as exportações para a Rússia voltem à normalidade.

Isenção
O Supremo Tribunal Federal decidiu que os chamados “exportadores rurais indiretos” – produtores que usam empresas para realizar vendas ao exterior – têm direito à isenção tributária sobre contribuições sociais. Esta sentença deverá ampliar a margem e a competitividade do negócio agrícola. E favorece exportações feitas por pequenos e médios produtores, que se valem das tradings (indústrias exportadoras) para fazer as vendas externas, transações que somadas alcançam valores bilionários.

Exportação cai em janeiro
As exportações do agronegócio totalizaram US$ 5,8 bilhões em janeiro – recuo de 9,4%. O setor participou com 40,4% do total das exportações brasileiras. As importações do setor somaram US$ 1,2 bilhão (-1,6%) e com isso o saldo da balança comercial ficou em US$ 4,6 bilhões, de acordo com o Ministério da Agricultura. A queda nos preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil, de 7,4%, foram a principal razão para a redução das vendas externas em janeiro. Também ocorreu redução na quantidade comercializada para o exterior, que declinou 2,2% na comparação do mês de janeiro de 2019.

Comércio cresce
O comércio varejista ampliado cresceu 2,7% no Paraná em 2019, segundo pesquisa do IBGE. O índice acumulado é um comparativo com 2018 e foi puxado pelo crescimento das vendas de materiais de construção (9,8%), veículos, motos, partes e peças (8,7%) e itens de uso pessoal ou doméstico (15,2%). As atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas, móveis, artigos farmacêuticos, ortopédicos, médicos, cosméticos e de perfumaria, e equipamentos e materiais de escritório também registraram índices positivos no Paraná em 2019.


Veículos e construção
A pesquisa do IBGE mostra que o crescimento de 8,7% do setor de veículos, motos, partes e peças foi o maior desde 2012 no Paraná. O crescimento do setor automotivo também foi constatado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Um relatório destacou que a venda de veículos novos cresceu 8,65% em 2019. Foi o melhor número do setor nos últimos cinco anos. O segmento de pesados teve as maiores altas: para caminhões, foi de 33% em relação ao ano anterior, com 101.735 unidades emplacadas, e para ônibus foi de quase 39%, somando 27.193 unidades. O aumento nas vendas de automóveis e comerciais leves foi de 7,65%.

Investimento bilionário
O Paraná garantiu investimentos de pelo menos R$ 1,5 bilhão em quatro aeroportos do Estado – Afonso Pena, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu – que serão privatizados pelo governo federal. O anúncio foi feito pelo governador Ratinho Junior após reunião com o secretário nacional da Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann, em Brasília. As obras são para que os terminais subam de categoria e constarão no contrato de concessão, previsto para valer por 30 anos. Segundo o Ministério da Infraestrutura, o leilão deve ocorrer até o final deste ano. Os aeroportos paranaenses integram o bloco Sul do processo, com os terminais de Navegantes (SC), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS).

Curitiba e Foz
Curitiba e Foz do Iguaçu passarão a ter novos voos diários a partir de 29 de março. O anúncio foi feito pela Latam Airlines Brasil, que ampliou de 2 para 16 o número semanal de voos diretos entre as cidades. De acordo com a Latam, o investimento reflete a atenção com as oportunidades no Paraná, onde a companhia mantém contrapartidas em acordo para a redução do ICMS sobre o combustível de aviação.

 
Cooperação com BNDES
O desenvolvimento das cooperativas poderá contar ainda mais com o BNDES. Os presidentes do banco, Gustavo Montezano, e da OCB, Márcio Lopes de Freitas, assinaram um acordo de cooperação para promoção do acesso às linhas de financiamento e de fomento a investimentos. A expectativa é de que esses objetivos se efetivem por meio de quatro eixos: orientação e capacitação para acesso ao crédito, integração com os processos de apoio financeiro, comunicação e divulgação dos produtos e geração de inteligência institucional.

Menos juros
A Fomento Paraná anunciou a redução nas taxas de juros nas operações de microcrédito, tanto para contratações normais quanto para o Banco da Mulher. As taxas foram reduzidas em 3%, o que representa 15,4% no microcrédito normal e até 22,4% na linha exclusiva para o público feminino. A menor taxa de juros do microcrédito, que era de 1,49% ao mês, cai para 1,28% classificados como bons pagadores, e empreendedores que fazem cursos de capacitação gerencial do Sebrae ou do Bom Negócio Paraná. Já em relação ao Banco da Mulher, o índice passa de 0,98% para 0,76.

Comércio em alta
O faturamento do comércio eletrônico atingiu R$ 75,1 bilhões em 2019, com uma alta nominal (sem considerar a inflação) de 22,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do relatório NeoTrust. O estudo analisa o varejo digital por trimestre com base nos dados coletados pela empresa de inteligência de mercado Compre&Confie. O volume de pedidos cresceu 22,5% em base anual, o que representa 178,5 milhões de compras. De acordo com o estudo, os dados apontam para o consumidor brasileiro comprando cada vez mais em 2020. A Compre&Confie estima que as compras on-line gerem faturamento de R$ 90,7 bilhões em 2020, crescimento de 21% em relação a 2019.

Certificação de orgânicos
O Tecpar ampliou sua atuação na certificação de produção de orgânicos no Brasil em 2019. Atualmente 615 produtores rurais de sete Estados têm a certificação de orgânicos concedida pelo Tecpar Certificação. Recentemente, o instituto prestou o serviço pela primeira vez para propriedades de municípios da região Centro-Oeste. O processo de auditoria e certificação de produtos orgânicos foi realizado no Estado do Mato Grosso, por meio de um contrato firmado com o Sebrae MT. Foram certificados oito produtores rurais e uma cooperativa que cultivam produtos orgânicos como guaraná, frutas, hortaliças diversas, grãos e temperos.

Redação ADI-PR Curitiba  
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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