Copagril
Silvana Nardello Nasihgil

Você se sente amado, respeitado, acolhido e ouvido?

Ah, o amor! Sentimento incrível que tira o ar, suspende a respiração e faz o coração muitas vezes bater tão forte que dá medo que a pessoa ao lado possa ouvi-lo.

É assim que o amor faz com a gente? É assim que ele faz com você?

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Então, por mais que ele mova, por mais que ele absorva o tempo e faça os devaneios tomarem conta da realidade, por mais que o ego fique bobo, não dá para vivê-lo unilateralmente. Não dá para permitir-se adoecer por um sentimento que deve ser fonte de felicidade e não de angústias, e que tem o seu ápice na reciprocidade para que possa cumprir o seu mister.

Precisamos olhar para as nossas relações e ver o quanto de “migalhas” temos feito, às vezes, dos sentimentos e atitudes transbordantes, quanto o desinteresse do outro vem maquiado de amor e tem ocupado o lugar desse nobre sentimento. Sim, porque o amor transborda! Transborda tudo… interesse, atenção, carinho, acolhimento, conversas infindáveis… O amor preenche a vida de sentimentos positivos, o amor precisa estar presente na vida como ele é de verdade, respeitando a sua essência, porque ele nos faz crescer, vibrar e viver!

Aquilo que se tem como amor e que diminui, tira o sono, gera angústia e faz sofrer não tem nada de amor, mas de egoísmo e falta dele, de prisão, fazendo reféns, ao invés de propiciar a liberdade que só os corações preenchidos com esse sentimento podem experimentar.

A vida vai seguindo e, sem saber que é preciso buscar pelo melhor, aceitam-se sentimentos pequenos, líquidos e sem futuro, sem uma parceria que sugira vida em harmonia.

Você já se perguntou por que você se permite viver uma relação em que você não se sente amado(a), respeitado(a), acolhido(a), ouvido(a)…?

Será que esse tipo de relação cheia de desculpas, cheia de faz de conta, não é na verdade algo que a sua imaginação construiu e esqueceu de perguntar ao outro se ele quer ser parte?

Será que o medo da solidão lhe faz crer que ter alguém de qualquer jeito é um caminho para encontrar o que você busca?

Diante de tantas perguntas e das respostas íntimas de cada um, importa muito cada qual olhar para dentro de si e buscar descobrir: o que está buscando? Aonde quer chegar? E concluir se perguntando se é esse mesmo o sentimento que você merece viver.

As escolhas são de cada um, mas que sejam conscientes dentro da máxima: quem quer de verdade dará um jeito de estar com você. Que se abra os olhos e o coração para enxergar a vida como ela é, sem se permitir desculpas e fantasias, aceitando viver paralisado(a) em uma relação que nada tem a oferecer.

Uma relação de pares precisa estar alinhada, precisa existir reciprocidade, ambos precisam olhar um para o outro e desejar estar lado a lado, caminhando para a mesma direção.

Desculpas inconsistentes para continuar, por medos absurdos de andar sozinho(a), não acrescem em nada, nos tornam, sim, cada dia mais reféns de uma vida que tem as cores que você escolher pintá-la.

Vibrante ou cinza, só dependerá de você!

 

Silvana Nardello Nasihgil é psicóloga clínica (CRP – 08/21393)

silnn.adv@gmail.com

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