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Elio Migliorança

VOZ A QUEM NÃO TEM VEZ

Disseram-me que a língua é a mais poderosa arma de que dispõe o ser humano. Defender uma ideia, expressar uma opinião é um compromisso e às vezes um perigo. Os poderosos não gostam dos que discordam. Os corruptos não gostam de denúncias. Os incompetentes na gestão pública não gostam de cobranças. Os ditadores gostam quando a população é pacífica, se deixa enganar e não reage, qual ovelha que vai para o matadouro. Este espaço serviu desde os anos 90 para expressar a minha opinião e a de muitos leitores que escrevem e sugerem temas para novos textos. O espaço sempre foi democrático. No contato com leitores desta e de outras regiões, constatei o alcance das publicações deste diário. Sua credibilidade é conquista da postura democrática e da imparcialidade no trato dos temas abordados. Descobri que existe uma multidão de leitores que se identificam com minha visão de mundo e da realidade nacional. Identificamo-nos na defesa de determinados pontos de vista e de valores. Selecionei duas mensagens recebidas de leitores para confirmar a linha de pensamento acima.

Primeira: “Senti-me na obrigação de me manifestar quanto aos seus artigos. Venho acompanhando seus textos há pelo menos dois anos e sempre que vejo sua coluna na edição, confesso: sinto-me empolgado. Isso pela argumentação muito bem amarrada e pela lógica apurada que usa para desdobrar seu discurso. Não pude me conter diante do seu último artigo (Deboche II). Tamanha foi a minha revolta ao ver deputados daqui votando a favor do presentinho aos hermanos, ainda mais quando o Brasil passa vergonha por estar atrasado com a infraestrutura para receber os jogos da Copa (aeroportos, transportes em geral, segurança…). Claro que há muitos outros motivos que são mais nobres para direcionamento destes recursos como investimento em prol da erradicação de uso de entorpecentes, construção e manutenção de hospitais regionais que sofrem com a falta de profissionais e de equipamentos, às vezes um, às vezes outros, quando não são ambos. A propósito, exemplo este que é um drama vivido por Marechal Cândido Rondon e cidades da nossa região no setor de segurança pública e “enes” outros fatores. Enfim, obrigado por usar sua voz, expor sua opinião com argumentos de propriedade e contribuir para a formação de uma visão crítica do público leitor deste jornal. Atenciosamente: Eduardo Henrique Neuberger”.

Segunda: “O comportamento dos políticos retrata o conformismo, a ignorância e a falta de interesse da massa brasileira por política. Sendo assim, a minoria interessada toma conta à sua maneira do nosso país, e como se sabe e exemplos não faltam, focada em interesses particulares, em fins nos quais os meios são injustificáveis e a massa, alimentada por migalhas e distraída com grandes eventos, bate palmas e agradece, adestrada e inofensiva como querem que sempre seja. O brasileiro não desiste nunca! Sabe por quê? Porque para desistir é preciso tentar, é preciso se movimentar, sendo assim, nunca mesmo. Viva o povo brasileiro! O texto retrata exatamente minha indignação diante de tudo que vem acontecendo por esses lados da América”. V.R.M. Cascavel/PR”.

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