Pastor Mário Hort
Eu quero levar uísque para minha última Catarata! - 4ª parte

Eu quero levar uísque, disse um operário que trabalhava no conserto de uma calçada, próximo às Cataratas do Niágara, no Canadá. Seu amigo falou que levaria um lanche com bacon para a última catarata. Será possível?

Uma garrafa de uísque não traz felicidade para a UTI, nem de baixo dos destroços de ferro de alguma “carreta”...

Um lanche com bacon ninguém vai aproveitar, mesmo que esteja apenas há alguns centímetros debaixo d’água em algum riacho.

O recepcionista de um hotel respondeu: “Eu quero levar este sorriso (ele sorriu) para aquele último momento. Comeste sorriso eu quero viver e enfrentar a última catarata”.Eu apenas lhe sugeri: “Think about” (pense sobre isso).Pois a questão é o que tem valor após a última catarata?

A cerveja e as bebidas alcoólicas estão quase sempre nas fotos de pessoas que se divertem. Porém, esquecem que este copo erguido pode ser o início de sua queda terrível.

A lembrança das “quedas” de bons amigos, de pessoas importantes e religiosas me leva à vontade de gritar para pedir cuidado e abstenção, mas eu apenas posso digitar essas poucas linhas de advertência.

Ao sair num ônibus de Toronto para as Cataratas do Niágara, há 130 quilômetros de distância, uma senhora desejava saber o motivo de minha visita à cidade de Niagara Falls, no Canadá. A pergunta me permitiu entrevistar tal senhora, que chegava de Londres e falava o inglês da Inglaterra. 

“Sou pastor e preciso preparar as pessoas para a morte,porém se escrevo da morte ninguém lê o que escrevo, mas eu preciso ensinar sobre a morte. Nós navegamos em nossa pequena ‘canoa’ no rio da vida e algum dia todas as pessoas chegarão à última catarata”, esclareci. “A pergunta é: o que levamos para a última queda?”, questionei.

A senhora não respondeu à pergunta, mas mostrou para seus braços e disse que estava arrepiada ao ouvir o tema.

Arrepiar-se não resolve, é preciso levar “ouro” que vale diante de Deus. A minoria das pessoas sabe o que deve “carregar” em sua canoa para levar à presença de Deus.

Ronald, o primeiro entrevistado junto ao Rio Niágara, me serviu um lanche e eu lhe perguntei: “Jovem, o que você vai levar para a última catarata?”. Ele respondeu: “Vou levar um lanche!”. “Um lanche para cair na última catarata?”, perguntei.

“O lanche da Santa Ceia. Não foi essa a última refeição de Jesus com seus discípulos?”, indagou.

“Ronald, você é filho de Deus e conhece a Jesus Cristo?”, pedi a ele.

“Estou orgulhoso de ser filho de Deus”foi a resposta do jovem garçom.

Deste restaurante saí com lágrimas nos olhos pelo testemunho e o prestígio do patrão, que me serviu seis refeições como brinde da casa. Este foi o copo “d’agua fria”por amor a Jesus. Mt 10:42