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Abílio Diniz diz que agiu para resolver irregularidades da BRF apontadas na Operação Carne Fraca

calendar_month 28 de novembro de 2018
2 min de leitura

O empresário Abílio Diniz afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) na terça-feira (27) que tomou “todas as medidas regulatórias” necessárias para resolver os problemas de contaminação da bactéria salmonela em alimentos exportados para a China.

Diniz, que era presidente do Conselho Administrativo da BRF, foi indiciado por estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e crime contra a saúde pública pela PF no inquérito da Operação Trapaça, que é 3ª fase da Operação Carne Fraca.

Investigações da PF apontam que quatro fábricas da BRF são suspeitas de fraudar laudos relacionados à presença de salmonela em alimentos para exportação a 12 países que exigem requisitos sanitários específicos de controle da bactéria do tipo salmonella spp.

Em depoimento, o empresário disse que determinou ao presidente da empresa, Pedro Faria, que as autoridades chinesas fossem comunicadas sobre o problema e que fossem contratados laboratórios para realização de exames.

Diniz disse que autorizou a liberação de R$ 130 milhões destinados à “realização de exames e destruição” dos produtos contaminados.

O empresário afirmou que Pedro Faria, na oportunidade, disse ao conselho que “todas as providências estavam sendo tomadas”.

Em depoimento, Diniz disse que acreditou “que todas as determinações tinham sido cumpridas pelo presidente do grupo, até porque todas as plantas tinham sido liberadas e as restrições cancelas pelas autoridades chinesas”.

“O conselho acreditou, naquela época, que a situação teve um início, um meio e um fim”, disse o ex-presidente do conselho.

Abílio Diniz declarou que não tinha a “intenção de ocultar os fatos que envolviam a questão da dioxina”.

O empresário alegou que, até a deflagração da operação da Polícia Federal, o conselho do grupo “nunca supôs haver irregularidades sistêmicas” na empresa.

A defesa de Abílio Diniz disse que o empresário espera que, após os esclarecimentos prestados, a Justiça reconheça a inocência dele.

 

Com G1

 
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