A PR-DF (Procuradoria da República no Distrito Federal) pediu na terça-feira (26) para que a Justiça aceite denúncia contra o ex-presidente Michel Temer (MDB) e do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) no caso da mala com R$ 500 mil, de 2017.
Naquele ano, Rocha Loures foi filmado pela PF (Polícia Federal) recebendo uma mala com R$ 500 mil do executivo da JBS Ricardo Saud, em uma pizzaria em São Paulo. Ele ficou conhecido como “o homem da mala de Temer” e se tornou réu no processo do caso, acusado de corrupção passiva.
Temer foi denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) ao STF (Supremo Tribunal Federal), em junho de 2017, também por corrupção passiva. No entanto, a maioria dos deputados da Câmara rejeitou o prosseguimento da denúncia e o caso acabou engavetado até que ele concluísse o mandato presidencial.
Com a saída de Temer da Presidência e a perda do foro privilegiado, a denúncia contra o ex-presidente muda de Instância. Quando alguém é denunciado pelo MP em uma Instância da Justiça, mas o caso vai para outra, é o MP precisa ratificar a denúncia. Não foi estabelecido prazo para o magistrado de 1ª Instância decidir sobre.
Entenda o caso Rocha Loures
Rodrigo Rocha Loures foi preso em 03 junho de 2017, após revelações de empresários da JBS em acordo de delação premiada. Ele foi filmado saindo de uma pizzaria em São Paulo com R$ 500 mil em uma mala entregue por 1 executivo da JBS relacionado.
O MPF (Ministério Público Federal) sustenta que o montante é fruto de propina.
Em delação premiada, Ricardo Saud, que entregou a mala, disse que os R$ 500 mil eram para pagar Rocha Loures por intervir junto a organizações ligadas ao Estado. Ainda segundo Saud, representou parte de 1 montante que poderia atingir 1 patamar de R$ 38 milhões.
Com Poder360