O Presente
Arno Kunzler

A direita sem Tarcísio

calendar_month 7 de janeiro de 2026
3 min de leitura

É incrível como, de repente, Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, tornou-se o nome preferido dos partidos e do grupo político que se identifica como direita.

Há uma certa frustração no ar pela ausência de Tarcísio na disputa presidencial.

É possível que o nome de Tarcísio de Freitas na disputa presidencial teria mais apelo e condições de crescimento e consequentemente de vitória do que o próprio Jair Bolsonaro.

Sem Tarcísio, os partidos que representam os ex-aliados de Jair Bolsonaro encontram muitas dificuldades para se articular.

O que já parecia fácil, há pouco mais de um ano, derrotar Lula e o PT vai se tornando um pesadelo à medida que se aproxima a eleição.

Apesar do bom desempenho de Flávio Bolsonaro, que teve uma surpreendente transferência de votos do pai, para vencer a eleição presidencial será preciso mais do que isso. É preciso conquistar votos do centro e até do centro-esquerda que estão insatisfeitos com o governo do PT.

Apesar do esforço e da insistência, é muito difícil agrupar em torno de Flávio Bolsonaro todos os partidos e segmentos que têm grande influência na eleição presidencial, pelo menos neste momento.

O que acontece é que os partidos e seus candidatos a governadores, senadores e deputados querem viabilizar suas legendas para eleger o máximo de candidatos.

Para ter sucesso é preciso ser aliado de um candidato a presidente e governador que puxa o eleitorado.

E nos Estados onde Lula é franco favorito, os aliados da oposição, mesmo sendo contra o presidente, buscam pelo menos uma candidatura presidencial que não tem teto e com menor rejeição possível.

A candidatura de Flavio Bolsonaro, ainda que seja o melhor nome da família Bolsonaro, terá que superar a rejeição que se criou pelos acontecimentos envolvendo a família e superar o teto, trazendo eleitores que não votaram em Jair Bolsonaro na última eleição.

E isso, com Flávio Bolsonaro de candidato, é mais difícil.

O ano mal começou, mas as eleições deste ano já aqueceram as disputas dentro dos gabinetes de Brasília e principalmente nos redutos eleitorais nos Estados.

Sem Tarcísio na chapa, a oposição precisa se reencontrar, se definir por um, ou, se achar, dois ou três nomes, e buscar forças para enfrentar Lula, que vive seu melhor momento.

É perceptível que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro gerou um certo desencanto nos partidos aliados, que até então alimentavam pré-candidaturas para disputar o primeiro turno, como Ratinho Junior, do PSD, Ronaldo Caiado, do União Brasil, e Romeu Zema, do partido Novo.

Resta ver como esses políticos e seus partidos encaram o quadro atual, sabendo de antemão que Lula e Flávio Bolsonaro estarão no segundo turno, se houver.

arno@opresente.com.br

@arnokunzler

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