Há muito tempo o Brasil questiona os seus tribunais superiores (políticos) e mais recentemente os brasileiros, de modo geral, mas especialmente os bolsonaristas, questionam o Supremo Tribunal Federal (STF) e alguns ministros em especial.
Os questionamentos agora estão aumentando de tom e o número de insatisfeitos também, muito por causa das ligações estreitas dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o Banco Master.
Um rombo que já ultrapassa R$ 50 bilhões, que, em última análise, vai para a conta dos brasileiros.
Um caso tão emblemático que fez a Polícia Federal se insurgir contra as medidas restritivas do ministro Toffoli e a provável descoberta de relações estranhas e suspeitas entre o dono do Banco Master e os ministros.
Onde isso vai parar?
Será que finalmente vamos ter ambiente político para colocar na pauta do Senado o impeachment de um ou dois ministros da Suprema Corte?
Que reflexo isso vai ter nas eleições presidenciais deste ano e também na nova composição do Senado Federal, que vai renovar dois terços dos 81 senadores?
Parece que o fundo do poço para o Poder Judiciário está logo ali.
Se não houver mudanças de comportamento e demonstrações claras de não envolvimento de ministros, especialmente nesse caso do Banco Master, mas também em outros processos em curso, as consequências serão imprevisíveis.
Talvez a tal da reforma do Judiciário já esteja encomendada.
Por Arno Kunzler. Ele é jornalista. Fundador do Jornal O Presente, fundador da Editora Amigos e proprietário da Editora Gralha Azul
arno@opresente.com.br
@arnokunzler
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