Numa reação bem organizada e com muito apoio político, os prefeitos do PL foram convidados a mudar de partido. Uns vão porque de fato não querem Sergio Moro governador e outros vão porque lhes convém.
Mas, na prática, provavelmente nenhum deles estava apoiando Sergio Moro, por isso talvez o efeito seja mais moral do que eleitoral.
A reacomodação política no Paraná vai demorar alguns anos para se completar, tamanha serão as mudanças em curso.
Mas em 2026 vamos escolher aqueles que vão protagonizar os próximos capítulos, entre eles Lula ou Flávio Bolsonaro, Moro ou alguém indicado pelo governador Ratinho Junior, que pode até ser o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, pouco provável, mas está sendo sondado para tentar unir o grupo.
Mas também podemos ter no segundo turno um desses, contra Requião Filho, lembrando que Requião Filho está no PDT e terá o apoio do PT, o que, convenhamos, não é pouca coisa.
Também vamos escolher senadores, que cada vez mais são vistos como a solução, especialmente em se tratando de Supremo Tribunal Federal (STF).
Vamos escolher dois entre vários, mas um duelo já está estabelecido: Alvaro Dias x Deltan Dallagnol. Podem ser esses dois, mas teremos outros nomes fortes na disputa, como Gleisi Hoffmann, Felipe Barros e alguns ainda bem desconhecidos.
O certo é que a política paranaense está mudando de mãos e podem ser apenas mudanças de nomes ou mudanças profundas, caso Moro e Deltan sejam eleitos.
E os prefeitos que estão mudando de partido vão trabalhar muito para Sergio Moro não ser o próximo governador.
É complicado ser a ponta de baixo na política.
Esse é o jogo político na verdadeira concepção: somos a favor ou contra conforme nosso próprio interesse, ou a pedido de alguém.
Por Arno Kunzler. Ele é jornalista. Fundador do Jornal O Presente, fundador da Editora Amigos e proprietário da Editora Gralha Azul
arno@opresente.com.br
@arnokunzler
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