O Presente
Arno Kunzler

Semana de decisões

calendar_month 19 de março de 2026
3 min de leitura

Engana-se quem acha que a eleição se define no dia que os eleitores comparecem às urnas.

A eleição se decide quando os partidos amarram suas coligações e articulam apoios, indicando os respectivos nomes.

Portanto, a eleição do Paraná está sendo decidida por esses dias que vivemos, que antecedem o prazo das desincompatibilizações.

Já temos a direita definida com Flávio Bolsonaro para presidente e Sergio Moro para governador.

Já temos a esquerda definida com a aliança entre PT e PDT com Lula candidato à reeleição e Requião Filho a governador.

Difícil imaginar que algum deles faça menos de 30% dos votos. Portanto, são candidatíssimos para um segundo turno.

Porém, ficou um vazio entre a esquerda e a direita que não se sabe ainda o tamanho e nem quem será o candidato a governador.

Se mantida a disposição do governador Ratinho Junior de ser candidato a presidente, falta escolher quem será o candidato a governador.

Entre Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca, estabeleceu-se uma disputa que poderia e deveria ser saudável, mas tem potencial para produzir um dos maiores fracassos da política paranaense.

Greca já deixou o PSD do governador e se filiou no MDB, mas promete ser fiel ao governador Ratinho Junior.

 Resta saber se o governador já tem seu candidato e está só ganhando tempo para negociar as acomodações ou se entre os nomes não há acordo possível.

Esse nome, ou no caso de não haver acordo e sair mais de um candidato, vai buscar os votos que não se definiram como direita ou esquerda.

Quantos serão? Numa conta rasa, se a direita e a esquerda têm em torno de 30% dos votos cada, restam 40%.

Agora, a outra questão: quem transfere mais votos para o seu candidato a governador?

Lula, Bolsonaro ou Ratinho?

O que já se pode adiantar é que entre esses três nomes sairá o governador do Paraná em 2026.

Ou será Moro, ou será o candidato do governador, e, fracassando ambos, ainda pode ser Requião Filho, que está correndo por fora dessa disputa principal, mas é um coadjuvante que tem ao seu lado a máquina do governo federal.

Ratinho tem muito capital político, mas as circunstâncias não lhes são mais tão favoráveis.

Moro está muito bem hoje, mas precisa construir um projeto em torno de ideias e pessoas para defender seu nome durante os ataques que virão.

Por Arno Kunzler. Ele é jornalista. Fundador do Jornal O Presente, fundador da Editora Amigos e proprietário da Editora Gralha Azul

arno@opresente.com.br

@arnokunzler

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