O Presente
Fátima Baroni Tonezer

Do autoconhecimento para a autoestima

calendar_month 16 de setembro de 2024
4 min de leitura

Como prometi na semana passada, vamos ver como é possível desenvolver nossa autoestima através do autoconhecimento. Quem me segue, ouve e lê sobre autoestima e autoconhecimento, meu tema de estudo preferido. Além de ser assunto constante nas redes sociais. Então, vamos parar um momento para entender o que é cada conceito.

Autoconhecimento é a capacidade de compreender quem você realmente é, incluindo aí seus valores, crenças, emoções, qualidades e defeitos, ou pontos fortes e fracos. E todos nós temos defeitos e fraquezas, o que não nos torna defeituosos ou fracos ou incapazes. Refletir profundamente sobre nossas experiências, comportamentos e pensamentos permite que tenhamos uma visão mais clara sobre nós mesmas. Trabalhar o autoconhecimento é essencial para fazer escolhas mais alinhadas com nossos desejos e necessidades, fortalecendo assim nossa autoestima.

O autoconhecimento é um processo contínuo de auto exploração e compreensão de si. Não é algo que começo e concluo em uma semana, por exemplo. Isto porque envolve entender nossas reações e comportamentos diante de diferentes situações, que implica em uma reflexão pessoal contínua ao longo da vida. Passa por reconhecer nossos valores, identificando o que realmente é importante para nós e que guiará nossas escolhas e decisões. Saber reconhecer e nomear nossas emoções, entendendo o que as provoca, isto é, compreender nossas emoções, para ter condições de encontrar respostas mais funcionais para a cada situação.

E identificar nossas crenças, nossas “verdades absolutas”. Questionar nossas crenças limitantes que podem estar afetando nossa visão de mundo, de si e ações (ou reações). E tão importante quanto todos os passos anteriores, praticar a aceitação de si mesma. Para isso é importante reconhecer e aceitar tanto nossas qualidades quanto nossas imperfeições. E sim, todos nós seres humanos, temos nossas imperfeições. É fundamental descontruir o mito da perfeição vendida por aí embrulhada num padrão impossível de ser alcançado por humanos.

COMO TORNAR O AUTOCONHECIMENTO UMA ROTINA DIÁRIA?

Processo que exige treino e dedicação. Mas vou deixar algumas maneiras de inseri-las na sua rotina diária. A primeira dica é praticar a autorreflexão diária. Para fazer essa prática, reserve um momento do seu dia, cinco ou dez minutos, para refletir sobre suas experiências, ações e sentimentos.

Quem me acompanha já me ouviu falar sobre separar um tempo antes de dormir para preencher um diário (caderno) com esses registros de pensamentos e acontecimentos. No meu Instagram falo mais desse diário. A ideia é revisar o seu dia, anotando aquilo que mais incomodou, evento e pensamentos, escrevendo uma maneira de agir diferente daquela que você usou, anotando alguma coisa que foi muito agradável e pela qual você agradece e anotando inclusive alguma tarefa essencial do dia seguinte, evitando assim dormir preocupada com ela e prejudicar a qualidade de seu sono. Este hábito pode ajudar você a organizar suas ideias e identificar padrões de comportamento, além de criar recursos para agir de formas diferentes.

Meditar é outra prática que ajuda bastante. Quando ouvimos falar de meditação logo vem à mente aquelas pessoas sentadas em posição de lotus por horas. Uma forma simples de meditar é fazer pausas durante seu dia e prestar atenção a sua respiração. Ou como brinco com alguns pacientes, exercitem a “caixinha do nada”, isto é, sentada ou em pé, preste atenção por um minuto no céu ou ao seu redor, com curiosidade, sem se fixar em nenhum pensamento ou fazer julgamentos. Isto ajuda a estar no momento presente.

Aprender a questionar seus comportamentos e atitudes é outro ponto importante. Para fazer isso, comece a prestar atenção aos seus comportamentos com uma atitude curiosa, sem julgamento ou crítica. Pergunte-se por que agiu desta forma, se esta reação está alinhada com seus desejos ou necessidades. Se a repetição deste comportamento ajuda a se aproximar ou afastar daquilo que busca. Evite os julgamentos. Permita-se conhecer e reconhecer suas ações. A terapia cognitivo-comportamental tem técnicas que auxiliam nesse empreitada.

Existem muitas outras formas de desenvolver o conhecimento, e com isso fortalecer sua autoestima. Por hora, ficamos com essas. Permita-se treinar. No início você pode sentir um desconforto, natural da falta de intimidade com o exercício, mas que tende a diminuir com o tempo. Colocar o autoconhecimento na sua rotina não precisa ser complicado nem exigir horas. Essas práticas simples, de forma consistente, vão ajudar a desenvolver uma compreensão mais profunda de quem é.

E para encerrar, uma dica extra: reconheça e celebre suas conquistas. Reconheça seus progressos. Cada micro passo é essencial. Ao final da semana reflita sobre algo que aprendeu sobre si, atitude diferente que tomou e como isso te ajudou, como se sentiu.

Na próxima semana nos vemos aqui.  E siga @psicofatimabaroni no Instagram para mais conteúdo como esse.

Até a próxima.

Fátima Sueli Baroni Tonezer é psicóloga, formada em Psicologia na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Sua maior paixão é estudar a psique humana. Atende na DDL – Clínica e Treinamentos – (45) 9 9917-1755

 
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