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Osnei Alves

Capital humano e liderança: temas emergentes para as organizações

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As organizações têm muitos recursos – humano, tecnológico, material, financeiro, tempo, entre outros. No entanto, o recurso imprescindível é o humano, todas as organizações são formadas por pessoas e através delas que é possível obter resultados satisfatórios.

Num passado não muito distante, as necessidades da organização eram muito diferentes comparadas com as de hoje. Existiram profundas transformações no modo de trabalhar, nos processos de produção e no perfil do trabalhador. Percebe-se que outro recurso, além dos ativos físicos e financeiros, tem se mostrado com forte poder de agregar valor à organização. Esse novo recurso diz respeito ao conhecimento e é visto, hoje, como um valioso e poderoso ativo da organização.

É fundamental compreender as técnicas que são aplicadas na gestão de recursos humanos e a sua aplicabilidade de maneira assertiva, por mais que o tema seja debatido amplamente, aplicar as técnicas de gestão de pessoas e ser eficiente não é uma tarefa fácil, devido às organizações terem formas diferentes de trabalho em detrimento do objetivo organizacional e o indivíduo com o objetivo individual, equilibrar os objetivos significa ampliar o conhecimento do capital humano e as suas particularidades.

O capital humano consiste em habilidades, competências e capacidades dos indivíduos e grupos. Varia de competências técnicas específicas a habilidades mais subjetivas, como capacidade de vendas ou de trabalho em equipe. Um capital humano individual humano, legalmente, não pode ser propriedade de uma empresa; o termo se refere, então, não só ao talento individual, mas também às habilidades e aptidões coletivas da força de trabalho.

As pessoas em todos os níveis da organização desde o presidente até os operadores precisam combinar o domínio de algum conhecimento técnico altamente especializado com a capacidade de trabalhar com eficácia em equipes, desenvolver relacionamentos construtivos com os clientes ou fregueses, e refletir de maneira crítica sobre as próprias práticas organizacionais, alterando-as quando necessário, assim de alguma forma a gestão de recursos humanos encontra-se presente nas atividades do cotidiano das empresas e com adaptações diante das transformações do mercado.

A teoria da complexidade sugere que a maior fonte de criatividade organizacional vem de dentro – da interação de indivíduos e grupos dentro da organização cujas ações, intercâmbios e adaptações de uns com os outros não são controladas, por vezes nem conhecidas, pelos líderes. Ideias que redirecionam a organização são suscetíveis de ter uma ascensão sem a supervisão de um controlador central, uma vez que os líderes não são os únicos influenciadores das organizações.

Desse modo, organizações são capazes de alcançar futuros produtivos por causa de ideias que crescem de dentro do atual sistema para fora, pelas interações de seus membros, e não a partir da visão do líder, no topo da organização. As estratégias e apelos carismáticos da liderança são inúteis se não conseguirem gerar condições que permitam estados produtivos futuros, mas altamente não especificados.

A liderança emergente se apresenta para estimular e imprimir significado aos padrões, fornecer elos a estruturas emergentes, fortalecendo, portanto, as conexões entre os membros da organização.

Os líderes ou gestores organizacionais precisam entender os novos padrões e aprender a manipular as situações de complexidade, mais que seus resultados; devem focar menos em controlar o futuro e mais em permitir futuros produtivos. De entrevistas com executivos de empresas que seguem princípios da teoria complexa, são relatadas histórias de líderes que confiaram seu poder não tanto no controle, mas em suas capacidades de permitir, incentivar, provocar.

Quem é Osnei Francisco Alves

Osnei Francisco Alves é especialista na área de gestão, estratégia empresarial, marketing, comunicação, tecnologia, educação, entre outras. Escritor de livros e artigos científicos. Atualmente, gerente executivo do Senac em Marechal Cândido Rondon.

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