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Osnei Alves

Desvendando a inteligência emocional

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Olá,

Sou Osnei Francisco Alves, especialista na área de gestão, estratégia empresarial, marketing, comunicação, tecnologia, educação, entre outras. Escritor de livros e artigos científicos.

Atualmente, estou como gerente executivo do Senac em Marechal Cândido Rondon. Tive a honra de ser convidado pelo Jornal O Presente para ser colunista e espero contribuir com a divulgação e geração de conhecimento para a sociedade.

O primeiro artigo é sobre inteligência emocional, tema que julgo pertinente para a atualidade e aplicável na vida pessoal e profissional.

Desvendando a inteligência emocional

Desde a Grécia Antiga, os meios intelectualizados tentam entender e mapear a inteligência. Primeiro, foram os filósofos, depois os cientistas, e, hoje, uma gama de estudiosos trata do assunto. Muita coisa mudou desde Sócrates, mas quando o assunto é inteligência, mais precisamente os testes de inteligência, os séculos parecem não ter passado.

O livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin, influenciou as primeiras pesquisas sobre o assunto. Faz tempo: era 1859, e a teoria de que o processo evolutivo decorria de uma seleção natural foi suficiente para que o primo dele, Francis Galton, desenvolvesse uma série de testes para medir a inteligência. Um deles consistia em avaliar o som mais agudo que uma pessoa podia perceber, outro oferecia dois cartuchos iguais, com pesos diferentes, para que se apontasse o mais leve. É fácil criticar esses pensadores hoje, mas o que Galton desenvolveu era perfeitamente aceitável diante da teoria segundo a qual um animal com ouvido mais aguçado teria mais chances de sobrevivência.

A emoção não é um conceito que se possa definir com precisão. Refere-se a estados como alegria, amor, orgulho, divertimento, que agradam ao indivíduo. Como, também, raiva, ciúme e medo, estados que o sujeito tenta eliminar, atacando suas causas; e, finalmente, aflição, vergonha e depressão, estados desagradáveis que não podem ser eliminados pelo comportamento do indivíduo.

Os psicólogos avaliam as emoções humanas examinando um ou mais componentes: o elemento subjetivo (cognições, sensações), comportamento e/ou fisiologia. Os estudos de outros animais limitam-se à medida dos elementos comportamentais fisiológicos.

As emoções não estão apenas misturadas umas às outras; elas também estão ligadas aos motivos, a partir do nascimento. O atendimento de uma necessidade, digamos fome, muitas vezes associa-se a sentimentos específicos (felicidade e prazer, por exemplo). As emoções geram motivos e comportamento. A raiva, por exemplo, é acompanhada muitas vezes por um desejo de ferir.

Peter Salovey criou a expressão “Inteligência Emocional” em 1993. Juntamente com John Mayer desenvolveu a teoria da Inteligência Emocional, constatando que a mesma “se desenvolve com a idade e experiência, desde a infância até a fase adulta”.

Weisinger (1997) define Inteligência Emocional como “o uso inteligente das emoções, isto é, fazer intencionalmente com que suas emoções trabalhem a seu favor, usando-as como uma ajuda para ditar seu comportamento e seu raciocínio, de maneira a aperfeiçoar seus resultados”. Inteligência emocional refere-se, portanto, à administração dos sentimentos e à habilidade de expressá-los apropriada e efetivamente, permitindo às pessoas trabalharem juntas, de forma construtiva, visando objetivos comuns.

De acordo com Daniel Goleman, “a inteligência emocional é simplesmente o uso inteligente das emoções – isto é, fazer intencionalmente com que suas emoções trabalhem a seu favor, usando-as como uma ajuda para ditar seu comportamento e seu raciocínio de maneira a aperfeiçoar seus resultados”. O modelo de inteligência emocional, amplamente divulgado por Goleman, apoia-se em descobertas de ponta da neurociência (ciência do cérebro).

Portanto, Inteligência Emocional é a capacidade de conhecer e lidar consigo mesmo, e de conhecer e lidar com os outros, seja nos relacionamentos familiares, sociais ou nos profissionais. A pessoa que consegue superar uma frustração e levar a vida adiante, por exemplo, é emocionalmente inteligente. Muitas vezes, quando nos deparamos com situações difíceis, como perda do emprego, problemas familiares, doenças, entre outras, é importante o desenvolvimento da inteligência emocional para conseguirmos passar por cima dos problemas e chegarmos ao sucesso.

O maior ativo das organizações são as pessoas e para destacarmos a sua importância podemos citar um exemplo: caso seja disponibilizado a mesma quantidade monetária para duas organizações iniciarem um empreendimento e seja adquirido instalações semelhantes, provavelmente haverá diferenças, pois as pessoas, através da eficiência e eficácia do seu trabalho, determinarão o sucesso ou o insucesso de cada uma delas.

Empresas inteligentes são formadas por pessoas inteligentes, e não se restringem ao uso da inteligência lógico-matemática. Percebe-se que muitas organizações estão preocupadas somente com a competência técnica de seus colaboradores. Realizam diversos treinamentos na intenção de propiciar somente a capacitação profissional. Este cenário não limita-se ao meio empresarial; até mesmo universidades renomadas estão mensurando a qualidade do ensino através da competência técnica de seus alunos; sabemos que ela é importante, mas não é tudo.

O conceito da inteligência é muito amplo e a capacitação técnica é somente um dos fatores importantes. No cotidiano, as empresas estão muito competitivas em relação a custo, eficiência, qualidade dos produtos e serviços, onde, na maioria das vezes, tornam-se parecidas. No entanto, as organizações querem crescer, expandir suas atividades, aumentar os seus ativos, porém, muitas vezes não conseguem, porque enxergam o ser humano como sendo uma máquina, que após o prazo de validade deve ser descartado. Diante desses episódios que acontecem atualmente, o uso da inteligência emocional é o diferencial para a melhoria do comportamento humano nas organizações.

Quem é Osnei Francisco Alves

Osnei Francisco Alves é especialista na área de gestão, estratégia empresarial, marketing, comunicação, tecnologia, educação, entre outras. Escritor de livros e artigos científicos. Atualmente, gerente executivo do Senac em Marechal Cândido Rondon.

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