O Presente
Silvana Nardello Nasihgil

Como estamos tratando as nossas crianças?

calendar_month 16 de outubro de 2025
3 min de leitura

Quando olho para uma criança, enxergo nela a possibilidade das mudanças no mundo que tanto desejamos. Nela está a semente do futuro, o poder de transformar, de construir e reconstruir, de fazer a diferença no caos, de pacificar e acomodar aquilo que parece embaçado.

Aí me pergunto: como estamos tratando as nossas crianças? Como estamos nos propondo entender o mundo delas e como estamos amando e ensinando para que tenham uma vida feliz e próspera?

Sabemos observar um mundo com poucas esperanças, um mundo que perdeu o foco e que cada dia se torna mais cruel. Sabemos sobre tudo o que não está bom, mas esquecemos de cuidar das sementes humanas que ficarão aqui para conduzir e administrar o futuro.

No máximo em 100 anos, ninguém de nós que está lendo esse texto estará aqui. O mundo será totalmente conduzido por essa nova geração chamada crianças e pelas que ainda irão nascer.

Esse pensamento te assusta ou te tranquiliza? Porque os novos habitantes da terra serão fruto daquilo que estamos deixando como herança.

Talvez, seja a hora de avaliarmos sobre a nossa disponibilidade de amarmos e educarmos as nossas crianças. De fazermos uma retrospectiva das nossas atitudes, da nossa responsabilidade em deixarmos um mundo mais ético, organizado e humano. Cada um de nós tem essa responsabilidade, pelo amor que damos ou deixamos de dar, pelo tempo de qualidade que dispomos, pelos limites que ensinamos ter, pelos exemplos positivos ou pela falta deles, por ensinarmos o exercício da fé ou por abandonarmos as nossas crianças à própria sorte.

É necessário dar uma olhada com carinho para o nosso caminhar, nos reflexos que estamos permitindo no mundo infantil. De nos propormos a baixar o tom da voz, a ouvir ao invés de só dar ordens, a acolher com afeto e a ajudar os pequenos a construírem sonhos e objetivos.

É momento de ressignificar o amor, onde tudo venha para se cumprir o legado que deixaremos para o futuro da humanidade.

Essa responsabilidade é de quem tem filhos e também de quem não os tem. Olhar todas as crianças com amor e cuidar delas com atenção e zelo, sem dúvida, é cuidar das sementes do amanhã.

Que todas as crianças possam ser feliz, que cada coração possa se sentir amado e acolhido, que Nossa Senhora Aparecida cubra todas com seu manto sagrado, derramado sobre elas muita paz e um futuro feliz e promissor.

Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)

silnn.adv@gmail.com

@silnasihgil

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