
Os últimos dias têm me levado a questionar: em que mundo estamos vivendo?
O que está acontecendo com o ser humano?
As tragédias vêm se multiplicando em uma velocidade assustadora. Não são mais violências físicas, surras, confusão, bate-boca. Isso já evoluiu para violência fatal, e ninguém mais se sente seguro.
Um desentendimento por mínimo que seja pode resultar em uma fatalidade. E isso em qualquer lugar, inclusive dentro da própria casa, onde deveria ser um lugar seguro, acolhedor, de amparo e segurança máxima. As tragédias vêm se desenrolando com resultados que sequer conseguiríamos imaginar.
Diante de tudo isso, precisamos dar mais atenção à saúde mental. Não adianta dizermos que o mundo está adoecendo; são as pessoas que estão fora do rumo. O mundo por si só é algo material e fixo, ele não tem condições de construir todo esse desequilíbrio.
Vivemos em uma época digital. Tudo está nas pontas dos dedos, o bem e o mal. Distraídos com tantas informações, permitimos sermos desumanizados sem sequer nos darmos conta.
As pessoas formam pares sem critérios, têm filhos sem estrutra alguma, trabalham em lugares que odeiam por pura preguiça de mudar de rumo, criam dificuldades em tudo, se permitem mover o seu pior simplesmente por ouvir algo que não as agrade… e assim vão caminhado, sem projeto, sem foco, sem rumo.
Que mundo estamos vivendo?
Um mundo onde se normaliza tudo, onde cada um faz como quer, e olha, tente discordar, só tente, pra ver como as coisas se desenrolam. Então, vamos aprendendo a aceitar até o inaceitável com medo de parecer fora do novo padrão. Com isso não estamos nos dando conta que estamos andando pra trás. Somos hoje (em muitas coisas) infinitamente piores do que o povo que aqui estava 30/50 anos atrás.
Não precisamos ser muito espertos para percebermos que estamos involuindo. A ciência e a tecnologia criando coisas impensadas para facilitar as nossas vidas e o nosso cérebro trabalhando o quesito humano, no sentido contrário.
Diante de tudo isso nos perguntamos: e aí, o que pode ser feito?
Vale lembrar que cada um tem responsabilidade sobre as suas atitudes, em relação a si, aquilo que constrói e o seu entorno.
Se buscarmos focar nisso, nos preocupando em resgatar valores, com atenção para não perdermos os que possuímos, cuidando da saúde mental, nos preocupando em sermos mais éticos, afetivos, pacientes, tolerantes, empenhados, correndo atrás dos sonhos que desejamos alcançar, respeitando o direito e o espaço dos outros, colocando Deus no centro da família e dos projetos, sem dúvida, nos tornaremos melhores, construiremos uma vida digna e teremos controle sobre as emoções, evitando muitas coisas ruins conosco e com todos que nos rodeiam.
Não existe outro jeito, nada pode mudar o que existe em nós, a não ser o nosso desejo de mudança. Não podemos nos perder desse conceito porque é real.
Pra gente pensar porque é preciso, urgentemente.
Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)
silnn.adv@gmail.com
@silnasihgil
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