Redes sociais, sem dúvida, são “terra de ninguém”. Ultimamente tem se visto e lido tantas postagens ofensivas, tanta gente mostrando o seu pior que dá até medo de ver e ler.
O bonito disso é ver que muitos exigem respeito e sequer sabem o que isso quer dizer. Basta ser ofendido minimamente para responderem de um jeito muito pior do que aquele que o ofendeu.
Quem se mete em rede social e muito mais, quem tem vida pública, deveria minimamente saber que, infelizmente, é uma terra onde as pessoas batem e rebatem sem sequer ter o mínimo filtro.
Provocadas nas suas ideologias, nos seus desejos e sonhos não realizados, vendo frustrados seus objetivos, quer pessoais ou em grupo, disparam o que existe de pior, sem se importarem quem e o que atingirão.
Aqui de nada adianta ser inteligente intelectualmente se não tiver preparo pra vida e inteligência emocional. Se não souber circular e esquecer que dependendo da postura, tem respostas que não gostaria de ler, ver ou ouvir, rede social não cabe.
A constatação real das ofensas indica como alguém se posiciona, e dependendo das respostas, a inteligência deixa se existir e será só um inteligente burro.
Ponderação, tolerância e inteligência emocional vêm do equilíbrio emocional, da capacidade de mesmo que não concorde, não baixar ao nível do agressor, e isso tem sido um ponto irrelevante para muitos.
O bom desse descompasso todo é que os realmente inteligentes e observadores têm material sobrando para avaliar o caráter, capacidade, postura ética, controle pessoal, equilíbro emocional e mental, condução de fatos, grau de tolerância, respeito, educação, capacidade de lidar com frustrações, com as diferenças, com acontecimentos positivos e negativos, como também lidar com os enfrentamentos… e por aí vai.
Redes sociais têm algo muito forte que muitos esquecem: ela faz com que muitos sejam admirados e respeitados, em contrapartida pode fazer com que muitos se desfaçam e tudo o que construíram se rompa por falta de controle e respeito pelos que pensam e agem diferente.
Aqui, as pessoas esquecem que é muito mais do que um livro aberto, escancaram a vida se desnudando; sem qualquer reserva, vão mostrando o(a) “gente boa” o “nem tão gente boa” que se escondiam atrás daquilo que desejaram mostrar, mas que, por escorregões, bastando algumas palavras mal colocadas, abrem espaços e deixam transparecer verdades que eram veladas, mostrando o personagem atrás do qual se escondia.
Do herói a um(uma) simples personagem existe uma linha muito tênue. A falta de preparo pra vida e o ego exaltado têm poder de fazer tudo virar fumaça. A vida cobra muito caro daqueles que esquecem que a vida requer muito mais do que o desejo de mostrar ser bom, é preciso realmente ser!

Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)
silnn.adv@gmail.com
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