
A pergunta desse post me faz refletir. Entre tantos pensamentos só encontrei uma resposta: o mundo sozinho não tem poder de mudar tanto o que vem acontecendo. A resposta mais adequada (no meu entender) está no comportamento dos seres humanos, que estão perdendo a essência, perdendo os valores de viver e conviver.
Não tem mais como abrir as redes sociais sem se deparar com tragédias praticadas, provocadas e anunciadas.
Se encontra pouco conteúdo positivo, coisas que se possa absorver e aprender, admirar e deixar o coração feliz e agradecido.
Sem muito esforço, pode-se perceber que o ser humano não cansa de se superar. Dia após dia vemos uma crescente onda de ódio, desrespeito de toda natureza, intolerância, falta de noção, emburrecimento e embrutecimento humano.
Estamos esquecendo o que é a sensação de sermos livres com respeito, de olharmos para o nosso entorno e para dentro de nós, buscando o equilíbrio, a paz e os bons sentimentos.
As famílias estão se perdendo a galope. Raros os que buscam o diálogo, a compreensão e que exercitam o amor no seu sentido mais real.
Vivemos sem segurança alguma; estamos nos perdendo emocionalmente, adoecendo psicologicamente, tudo um caos, saúde, educação, segurança, tudo acontecendo como se não houvesse amanhã. Esse reflexo social do descompasso consegue atingir as pessoas individualmente, levando à desesperança e ao desinteresse pelo coletivo, refletindo no individual.
Os limites cada dia estão se tornando mais estreitos, não precisando de muito para que o ser humano deixe transparecer o seu pior.
Assim, estamos caminhando sem nos dar conta de que já passou da hora de dar uma parada, refletir sobre o que realmente importa, o que realmente faz sentido no hoje e na história que estamos construindo.
A começar por nós, pela nossa família, se estendendo para tudo e todos com quem convivemos. Parar para analisar os nossos comportamentos, quanto estamos contribuindo com a bagunça que estamos vivendo, quanto de tudo o que nos queixamos depende de novos comportamentos, porque só assim poderemos começar a construir a paz que sintamos e vivenciar o amor pelo qual sonhamos.
Enquanto ficarmos reclamando, culpando os outros e deixarmos de fazer a nossa parte, não teremos direito a qualquer reclamação.
Temos escolhas. Para tudo nessa vida temos escolhas. Que tal focarmos nelas?
Só teremos novos resultados se fizermos outras escolhas. Não adianta repetir os mesmos erros e querer uma vida perfeita.
O ano está apenas começando, que o maior propósito seja uma nova reflexão sobre as nossas atitudes, sobre o que desejamos viver, deixando picuinhas de lado, ideologias absurdas, político de estimação, atitudes impensadas, grosserias, falta de respeito, educação e traçando novos limites, pautando a vida pelo que é certo e justo.
Se não começarmos por nós, que direito temos de exigir que a vida que desejamos seja construída pelos outros?
Pra gente pensar!
Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)
silnn.adv@gmail.com
@silnasihgil
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