Uma das coisas mais difíceis do ser humano entender é o fato de que somos responsáveis pelas nossas escolhas.
Quando escolhemos sem critérios, esquecemos que os resultados carregam imensas possibilidades de serem desastrosos.
Isso serve para tudo o que vivemos, desde as escolhas emocionais, sociais, religiosas e políticas.
Jamais estaremos diante de uma única opção, por isso se chama escolha. Diante disso, usamos, muitas vezes as emoções, deixando os sentimentos nos trair.
Se não fôssemos tão afoitos e observássemos os possíveis resultados muito do que vivemos poderia ser bem diferente.
Nosso emocional, às vezes, se fragiliza e diante de promessas vãs vamos nos iludindo. Como que encantados pelo nada nos deixamos conduzir por caminhos tortuosos onde o preço é a total frustração, além de danos de toda natureza.
Aí, quando aparecem as respostas já anunciadas que a nossa falta de atenção deixou acontecer, nos desesperamos… e os olhos finalmente se abrem.
Infelizmente, muitas vezes precisamos passar por situações desesperadoras para só então enxergar o que a nossa pressa, a falta de critérios e o descuido total com o nosso existir tentou sinalizar inúmeras vezes, mas simplesmente nos permitimos não ver.
Se faz necessário que usemos um pouco mais a nossa inteligência, o direito de refletir a respeito de tudo, para só então tomarmos decisões.
Quando prestarmos mais atenção no comportamento humano, é possível detectar falhas graves nas entrelinhas, falhas essas que podem facilmente levar a acreditar que todo o bem do mundo cabe em poucas palavras, ou em uma atitude com o intuito de impressionar.
Por isso, toda a atenção ainda é pouca. Quando se trata das nossas vidas e do futuro que desejamos viver, precisamos não perder o foco, dar passos firmes e escolher a direção aonde desejamos chegar.
Sem paixões descabidas, sem ideologias cegas, sem influências externas, avaliando aquilo que verdadeiramente possa ter o potencial de nos dar equilíbrio e bem-estar.
Diante do nosso direito de fazer escolhas, precisamos nunca esquecer que somos responsáveis por tudo o que escolhemos. Uma coisa é certa: se plantarmos cebolas, jamais colheremos rosas!
Pra gente pensar!

Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)
silnn.adv@gmail.com
@silnasihgil
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