Uma criança é concebida por duas pessoas (e nisso não tem novidade alguma), gerada e nascida de uma mulher que empresta o seu corpo, nutrindo e sentindo crescer dentro de si alguém que em pouco tempo a chamará de mãe.
Não importa se essa mulher é solteira, casada, separada ou viúva, nada disso muda o status de quem carregou em seu ventre alguém que virá ao mundo por esse meio de transporte mais perfeito, entre Deus e os homens.
Ela pra sempre será mãe!
Em pleno século XXI ainda conseguimos ler e ouvir pessoas que sequer entendem a vida como ela é, se alimentando de preconceitos infundados e tolos. Difícil de acreditar, mas, muitas vezes, ainda podemos ver indiferença e desprezo em relação a uma mulher ou seu filho pelo simples fato de darem conta da vida sozinhos.
Essas mães são dignas de profunda admiração e respeito, porque gerar um filho, educando para vida sem ter ninguém além de si pra contar, torna essas mulheres verdadeiras heroínas; são pessoas especiais que por irresponsabilidade de um homem, e por muito amor à vida, aceitaram o desafio de serem mães solos, de viver todas as etapas da maternidade mesmo sabendo que serão mães pra toda a vida. Não se importaram em abdicar de muitas coisas, mudar a vida completamente e por um amor maior aceitaram o “presente” que Deus lhe enviou.
Diante dessa realidade vivida por muitas mulheres, precisamos repensar sobre a nossa responsabilidade social, sobre empatia e respeito. Precisamos nos colocar no lugar de quem teve e tem que enfrentar inúmeras dificuldades para conseguir conciliar uma vida na sua vida, muitas vezes totalmente sozinha, lutando contra pessoas e coisas, sentindo-se muitas vezes abandonada, mas, mesmo assim, continuando firme, pois a vida que pulsa dentro de si é o que a torna forte.
Todas essas mulheres têm minha admiração por terem escolhido ser mãe, independente de qualquer adversidade. Têm o meu respeito por terem compreendido a responsabilidade de seguirem a gestação, colocando-se disponíveis para gerar uma vida.
Terem optado pela vida quando o mundo lhes oferece muitas opções para simplesmente “dispensarem” o seu filho faz dessas mulheres seres muito especiais.
Na semana que antecedeu o Dia das Mães, escolhi refletir sobre a maternidade. Não a maternidade fantasiosa, mas a realidade de ser mãe, com erros e acertos, dores e alegrias, mas, acima de tudo, muito amor. Porque só o amor responde todas as dúvidas de uma mãe.

Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)
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