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Esportes Copa Oeste e Circuito Nacional

Celeiro de jovens talentos, badminton rondonense mira novos desafios a partir do ano que vem

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(Foto: Bruno de Souza/OP)

Os excelentes resultados obtidos pelos atletas da Associação Rondonense de Badminton (Arbad) em competições em nível regional, estadual e também nacional, com as duas medalhas de prata obtidas recentemente por Eduardo Luiz de Godois nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBS), no Rio de Janeiro, repetindo o feito do jovem, mas já consolidado Heuler Gonçalves, em 2019, fazem com que as aspirações em relação à modalidade cresçam na medida que as medalhas são colocadas no peito dos jovens talentos de Marechal Cândido Rondon.

Com presença confirmada novamente na Copa Oeste e no Circuito Paranaense em 2022, a Arbad, que nesta temporada ainda vai disputar as fases estaduais dos Jogos Abertos do Paraná (JAPS) e dos Jogos da Juventude do Paraná (JOJUPS), no fim do mês, em Apucarana, e realizará a última etapa do Municipal, encerrando as atividades do ano, planeja expandir a lista de campeonatos com a presença rondonense de forma maciça também em torneios em nível nacional a partir de 2022.

“Temos a expectativa de trazer para Marechal Rondon uma etapa da Copa Oeste e também participar do Circuito Nacional. Esperamos que tudo aconteça da melhor forma possível e possamos trazer muitas coisas boas para o badminton de Marechal Rondon”, antecipa Alan Chapla, técnico da Arbad e um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos jovens talentos rondonenses.

 

Polos

Atualmente, cerca de 300 alunos integram os nove polos de treinamentos do badminton rondonense, contando com a parceria do Poder Público e de oito educandários, sendo três municipais (Jean Piaget, Bento Munhoz e Antônio Rockembach), dois estaduais (Eron Domingues, onde o espaço é aberto para a comunidade em geral, e Paulo Freire) e dois particulares (Martin Luther e Cristo Rei).

De acordo com Chapla, existe o planejamento de oferecer treinamentos também nas escolas Ana Paula e Érico Veríssimo, aumentando a capacidade de atendimento para mais 150 crianças e adolescentes.

Já no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), o espaço serve como centro de treinamentos para a equipe de rendimento da Arbad, que atualmente conta com cerca de 20 atletas, para onde são levados os alunos que se destacam nos polos escolares visando disputas de competições regionais e estaduais.

 

Crescimento positivo

“Vejo como muito positivo o crescimento da modalidade no município. Se for comparar com outras cidades do Estado o nosso trabalho, que iniciou em 2017 e ainda é muito recente, já vem produzindo resultados significativos. Na última etapa do Circuito Paranaense, por exemplo, 12 dos 15 atletas rondonenses conquistaram medalhas”, enaltece o técnico da Arbad.

Ele se diz muito orgulhoso dos resultados alcançados. “Isso é fantástico para o desenvolvimento do badminton no município. Alunos como o Heuler, o Eduardo e a Letícia já são exemplos para muitos atletas menores que querem ser como eles. Ficam se comparando e falando ‘eu quero chegar lá’. Então é bacana quando se consegue formar atletas de um nível tão bom quanto o deles. Temos um potencial enorme na cidade e temos que saber explorá-los da melhor forma. Além de formar atletas, queremos principalmente formar cidadãos”, ressalta Chapla.


Técnico Alan Chapla com os alunos Leticia Bach e Eduardo Godois, destaques da Associação Rondonense de Badminton (Foto: Divulgação)

 

Talentos rondonenses

Um dos talentos rondonenses no badminton é João Victor Battistella Konieczniak, de 13 anos, que na última etapa do Circuito Paranaense, disputada em Francisco Beltrão, trouxe para casa três medalhas, sendo duas de ouro, no individual e dupla mista, e uma prata na dupla masculina.

Empolgado com as conquistas recentes, ele planeja evoluir cada vez mais no esporte. “Comecei a jogar quando tinha uns dez anos, na escolinha, mas a treinar de verdade aos 11 anos. Meu professor me incentivou, disse para eu continuar a jogar campeonatos e comecei a curtir essa modalidade. Essas medalhas no Paranaense me motivaram ainda mais. Quando ganho fico pensando que tenho que treinar mais para ser o melhor. Quero chegar a jogar em nível nacional e internacional. Ser um dos melhores. Vencer competições importantes pode me ajudar a ganhar bolsas de estudo e até convites para viajar e jogar grandes campeonatos”, declarou ao O Presente.

Konieczniak reconhece que o caminho para alcançar seus objetivos ainda é longo e explica o que um jogador de badminton precisa fazer para obter sucesso. “Não consegui alcançar muitas das minhas metas ainda. Preciso treinar mais a velocidade e também para ter mais ‘cabeça’ durante os jogos. Tenho que preparar melhor meu lado psicológico. No badminton é preciso ter velocidade, técnica e colocar a cabeça no lugar. Estes são os maiores desafios de um jogador. Focar no jogo, ter velocidade e conseguir fazer o ponto”, detalha.

Inspirado no rondonense Heuler Gonçalves, Konieczniak pensa em trilhar a trajetória do amigo e companheiro de treinos. “Ele já foi para o nacional e me incentiva bastante. Ele fala para eu continuar a treinar e que tenho muito potencial no esporte. Então, com certeza, o Heuler é uma das minhas maiores influências”, salienta.


As três medalhas conquistadas no Circuito Paranaense, recentemente, motivaram João Victor Battistella Konieczniak a se entregar ainda mais ao esporte: “Quero chegar a jogar em nível nacional e internacional. Ser um dos melhores” (Foto: Bruno de Souza/OP)

 

Promessa

Outra promessa revelada pela Arbad é a jovem Leticia Bach, que dentre outros feitos já conquistados representou, no início do mês, o Colégio Paulo Freire e o Paraná no Jogos Escolares Brasileiros, no Rio de Janeiro. Apesar de não ter trazido uma medalha, Leticia enaltece a oportunidade de disputar um evento desse nível. “Fiz um bom jogo, joguei com atletas de alto nível, porém não consegui trazer medalhas, mas a experiência de poder participar valeu mais que uma medalha. Aprendi que tenho que me esforçar cada vez mais. Nem sempre se ganha uma medalha, mas a satisfação de poder participar dos campeonatos é grande”, evidencia.

Apaixonada pela modalidade, Leticia aproveita cada horário disponível para pegar sua raquete com a peteca e ir até um dos polos da Arbad. “Treino três vezes por semana na Unioeste, sábado pela manhã no Colégio Cristo Rei e ainda no Eron Domingues. Como eu amo esse esporte, participo em vários lugares. Eu estudo no período matutino e à tarde me divido em treinos de badminton, academia, zumba, fit dance e as tarefas escolares, além de ajudar minha mãe nos afazeres de casa”, enumera a incansável atleta de 14 anos.

Ela conta que o badminton surgiu no seu cotidiano em 2018, através do seu irmão, que treinava no Colégio Paulo Freire em um projeto da professora Paula Karpinski e do professor Ruan Kanitz, que era voluntário na época. “Depois de um tempo recebemos um convite para treinar na Unioeste e fomos para conhecer. No início continuei treinando apenas no Paulo Freire, mas com a ida do professor Ruan para outro Estado, passei a treinar totalmente com o professor Alan Chapla. É preciso ter uma certa disciplina para equilibrar o esporte com os estudos, mas amo esse esporte; é a minha segunda família. Foi ali que fiz minhas amizades e tive oportunidades de conhecer vários lugares”, enfatiza.

 


Eduardo Luiz de Godois e Leticia Bach defenderam o Paraná nos Jogos Escolares Brasileiros: ele trouxe para casa duas medalhas de prata (Foto: Divulgação)

 


Aos 17 anos, Heuler Gonçalves (direita), ao lado de Patric Bach, já é referência para os jovens atletas da Arbad (Foto: Divulgação)

 

Gustavo da Cunha/O Presente

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